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Ciência e Tecnologia

Empresa usa nanotecnologia para eliminar bactérias de hospitais

Antimicrobiano

Tecnologia desenvolvida pela Finep pode contribuir para a diminuição das taxas de infeção hospitalar
por Portal Brasil publicado: 29/01/2016 19h18 última modificação: 02/02/2016 18h28
Foto: Governo do RJ As nanopartículas produzidas pela empresa liberam íons que afetam as funções respiratórias dos microrganismos e impedem sua reprodução

As nanopartículas produzidas pela empresa liberam íons que afetam as funções respiratórias dos microrganismos e impedem sua reprodução

Uma tecnologia nacional, desenvolvida com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), pode ajudar a eliminar fungos e bactérias em hospitais. Um antimicrobiano composto por nanopartículas de prata e zinco foi criado por uma empresa do Sul do País, que surgiu da união de estudantes de Química e Engenharia da Universidade Federal de Santa Catarina. Em sua fase inicial, a empresa recebeu R$ 150 mil em recursos da Finep.

As nanopartículas produzidas pela empresa, que podem ser cem mil vezes menor que um fio de cabelo, entram em contato com a membrana celular das bactérias, liberando íons que afetam as funções respiratórias dos microrganismos e impedem sua reprodução. Esses aditivos antimicrobianos podem ser implantados em lençóis, macas, colchões, travesseiros e tecidos sintéticos de hospitais e clínicas.

A solução também pode ser aplicada em maçanetas e corrimões desses estabelecimentos. Eliminando fungos e bactérias dos ambientes hospitalares, a expectativa é de diminuição das taxas de infecção hospitalar.

"Entregamos saúde para a população sem que ela saiba que está se beneficiando da nanotecnologia", afirma Gabriel Nunes, sócio e diretor executivo da empresa.

A empresa atua no mercado business-to-business, ou seja, suas soluções são comercializadas apenas para clientes que incorporam as funcionalidades da nanotecnologia em seus produtos finais. Instalada no Centro Empresarial para Laboração de Tecnologias Avançadas (Celta), incubadora da Fundação Certi, em Florianópolis (SC), a empresa entrou no mercado em 2013, quatro anos após a fundação.

"Sem o empurrão inicial da Finep, talvez não conseguíssemos chegar onde estamos. Obtivemos aprovações e validações em diferentes mercados a partir dos recursos injetados pela financiadora", lembra o sócio. "Geramos capital necessário para reinvestir na empresa e atingir o break-even (ponto de equilíbrio nos negócios) mais rapidamente."

Fonte: Ministério de Ciência e Tecnologia

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