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Ciência e Tecnologia

Ex-bolsista do Ciência sem Fronteiras recebe 20 propostas de estágio

Ciência sem Fronteiras

Para o futuro, Matheus Tomoto quer investir no projeto "Inspirando Jovens de Sucesso"
por Portal Brasil publicado: 01/02/2016 17h12 última modificação: 01/03/2016 15h49

Ex-bolsista do programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal, Matheus Tomoto se disse surpreso por ter recebido mais de 20 respostas positivas às suas solicitações de estágio feitas a laboratórios norte-americanos, quando estava na Universidade de Purdue, em Hammond, nos Estados Unidos. Matheus é estudante de engenharia mecatrônica e permaneceu 16 meses no exterior.

"Em minha carta de apresentação aos laboratórios, contei que tive uma vida bastante simples, que estudei em escolas públicas, mas que sempre fui muito esforçado. Falei que comecei a trabalhar ainda na adolescência para ajudar a minha família e que, desde então, não havia parado. Peguei todas essas histórias de superação de minha vida e mandei com o meu currículo para os laboratórios de engenharia das melhores faculdades dos Estados Unidos", explicou o ex-bolsista.

Matheus teve seu e-mail respondido positivamente por oito laboratórios do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, sigla em inglês), outros dois em Harvard, dois em Stanford e mais de dez em diferentes campi da Universidade da Califórnia. O bolsista acabou optando pelo laboratório de pesquisas submarinas do MIT, no qual desenvolveu estudos na área do Wireless Power Transfer, tecnologia que possibilita a recarga de computadores, eletrodomésticos, celulares e até carros elétricos sem a utilização de tomadas.

"Depois de meses de estudo, com uma rotina de trabalho de 16h diárias alcançamos os primeiros resultados. Conseguimos criar um dispositivo capaz de transferir energia elétrica, tanto pelo ar, como pela água, com alta eficiência e largas distâncias", relembrou.

O ex-bolsista afirmou que o aprendizado da língua inglesa foi um dos maiores desafios em sua trajetória. "Eu tinha apenas três meses para aprender a falar inglês e passar no temível TOEFL. Eu realmente não sabia nada. Topei o desafio, pedi demissão de meu trabalho e passei três meses estudando de manhã, de tarde e de noite, até passar no TOEFL. Essa foi a parte mais difícil", afirmou.

Planos para o futuro

Embora o estágio tenha chegado ao fim, Matheus continua fazendo trabalhos para o MIT e chegou a ser convidado para cursar o mestrado na instituição. De acordo com ele, todavia, atualmente seu objetivo é outro. "Quero investir no projeto 'Inspirando Jovens de Sucesso', no qual compartilho com jovens brasileiros os aprendizados que me fizeram chegar ao MIT, bem como minha experiência no exterior", conta.

Matheus explica que o material tem como público-alvo jovens brasileiros que ainda não descobriram o seu potencial e que buscam sua própria felicidade. "Acabei de lançar um novo ebook, no qual explico como uma pessoa comum, como eu, pode realizar seu sonho de vida, seja ser um empresário, um astronauta ou um cientista do MIT. Nesse material eu mostro as ferramentas reais e práticas para que qualquer pessoa possa ser bem-sucedida", concluiu o estudante.

Ciência sem Fronteiras

Lançado em dezembro de 2011, o Ciência sem Fronteiras busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional.

A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio de suas respectivas instituições de fomento (Capes e CNPq). Ao todo, 101.446 bolsas foram concedidas em quatro anos, conforme meta inicial do programa.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Capes

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