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Embrapa apresenta bioinseticida capaz de matar larvas do Aedes aegypti

Pesquisa

Inova-Bti causa a morte apenas das larvas, não do mosquito adulto, e não é tóxico a pessoas nem a animais domésticos
publicado: 11/03/2016 15h00 última modificação: 14/03/2016 11h31
Divulgação/Embrapa Pesquisadora Rose Monnerat diz que bioinseticida pode ser adicionado em qualquer lugar que acumule água ou tenha potencial para ser um criadouro do Aedes aegypti

Pesquisadora Rose Monnerat diz que bioinseticida pode ser adicionado em qualquer lugar que acumule água ou tenha potencial para ser um criadouro do Aedes aegypti

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vai apresentar, durante o Congresso Brasileiros de Entomologia (XXVI), em Maceió, uma nova geração de bioinseticida capaz de matar as larvas do mosquito Aedes aegypti, que transmite dengue, chikungunya e zika.

A pesquisadora Rose Monnerat, da área de Controle Biológico da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília) e uma das responsáveis pelo desenvolvimento do bioinseticida Inova-Bti, em parceria com o Instituto Matogrossense do Algodão (IMA), falará sobre as pesquisas que geraram o bioinseticida, que causa a morte apenas das larvas, e não do mosquito adulto, e não é tóxico a pessoas nem a animais domésticos.

Segundo Monnerat, o bioinseticida é de fácil aplicação e pode ser manuseado pela própria população. "O Inova-Bti é um líquido que pode ser adicionado em qualquer lugar que acumule água ou tenha potencial para ser um criadouro do Aedes aegypti", afirmou.

Eficácia

Todos os testes laboratoriais e de eficácia já foram concluídos pela Embrapa. Mas, antes de ser comercializado, o produto precisa ser registrado junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Esse é o segundo inseticida biológico desenvolvido pela Embrapa com o objetivo de combater as larvas do mosquito. Desde 2005, está no mercado o Bt-horus  feito em parceria com a empresa Bthek Biotecnologia  mas que não é produzido em larga escala no País.

Monnerat explica que os dois larvicidas são biológicos, não afetam o meio ambiente nem colocam em risco a saúde humana. O novo produto, Inova-Bti, foi formulado com adjuvantes modernos de alta eficiência.

"A formulação é um pouco diferente do primeiro bioinseticida, mas ambos têm os mesmos princípios e são excelentes produtos", ressalta Monnerat. "Os testes toxicológicos do Inova-Bti estão em fase final, e então submeteremos o dossiê com toda a documentação à Anvisa."

Em fevereiro, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, defendeu o uso de inseticidas biológicos no controle do Aedes aegypti e reforçou ações de combate ao zika vírus.

Produção

O Bt-horus já foi utilizado nas cidades de Três Lagoas (MS), São Sebastião (DF), Rio das Ostras (RJ) e Sorriso (MT), sempre com resultados positivos. Inseticidas à base da bactéria Bacillus thuringiensis israelenses (Bti) são utilizados há décadas em países como Estados Unidos.

De acordo com a pesquisadora, o Instituto Matogrossense do Algodão tem capacidade para produzir 1,6 mil litros de Inova-Bti por semana, tão logo seja concedido o registro. A recomendação é que cada família utilize um frasco de 30 mililitros. Por isso, estima-se que cerca de 53 mil residências possam ser atendidas por semana. Monnerat prevê que, com a crescente demanda pelo bioinseticida, há possiblidade de a produção ser duplicada em curto espaço de tempo.

O Congresso Brasileiro de Entomologia (XXVI CBE) e o Congresso Latino-americano de Entomologia (IX CLE) começam no domingo (13) e vão até a quinta-feira (17).

Fonte: Portal Brasil, com informações da Embrapa

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