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Ciência e Tecnologia

Nanossatélite brasileiro conclui missão e volta à atmosfera terrestre

Serpens

Equipamento coleta, armazena e retransmite dados ambientais de diversas partes do mundo
por Portal Brasil publicado: 23/03/2016 10h00 última modificação: 23/03/2016 15h26
Divulgação/Jaxa O nanossatélite brasileiro Serpens, desenvolvido pela Agência Espacial Brasileira (AEB), em parceria com universidades, foi lançado a partir da Estação Espacial Internacional

O nanossatélite brasileiro Serpens, desenvolvido pela Agência Espacial Brasileira (AEB), em parceria com universidades, foi lançado a partir da Estação Espacial Internacional

O Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites (Serpens) vai reentrar na atmosfera terrestre até o fim deste mês de março. Ele foi lançado ao espaço no dia 17 de dezembro de 2015, a partir da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), e completa com sucesso a sua missão.

Desenvolvido por um consórcio acadêmico coordenado pela professora Chantal Cappelletti, da Universidade de Brasília (UnB), o equipamento foi desenvolvido para coletar, armazenar e retransmitir dados ambientais usando bandas de frequência de radioamadorismo. O projeto, apoiado pela Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI), tem como propósito a capacitação de estudantes de cursos de engenharia aeroespacial no Brasil.

"O Serpens vem cumprindo seus objetivos, que começam com a concepção da missão, os estudos de viabilidade, projeto dos sistemas, construção, testes, lançamento e operação", afirmou o engenheiro mecatrônico e bolsista da AEB, Gabriel Figueiró.

Construído em 18 meses, o cubesat fez coleta de dados ambientais em diversas partes da Terra. A cada 90 minutos, aproximadamente, o Serpens dá uma volta ao redor do planeta. Desde o começo da missão, o satélite forneceu mais de 150 mil pacotes de telemetria e mais de 700 acessos de comunicação. Os sinais foram captados por vários radioamadores do Brasil e do mundo, sendo a maior parte das operações em órbita coordenadas pela estação de solo da Universidade de Vigo, na Espanha, parceira internacional do projeto.

Figueiró afirmou ainda que, nos primeiros meses em órbita, foi possível experimentar a coleta de dados ambientais com uma plataforma no espaço construída com a participação de estudantes e jovens engenheiros brasileiros.

Trabalho conjunto

A primeira missão do programa foi coordenada pela UnB, com a participação de outras unidades de ensino federais: Universidade Federal do ABC (UFABC), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Instituto Federal Fluminense (UFF). Também participaram do processo universidades do exterior: Universidade de Vigo (Espanha), Sapienza Università di Roma (Itália), Morehead University (EUA) e California State Polytechnic University (EUA).

A proposta é que as instituições se revezem na coordenação do projeto. Pelo cronograma, a UFSC será responsável pelo desenvolvimento do Serpens 2.

Fonte: Portal Brasil, com informações do MCTI

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