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Ciência e Tecnologia

Representante da ONU elogia projeto de reator brasileiro

Radioterapia

Especialistas em medicina nuclear avaliam que, com o reator, Brasil se tornará autossuficiente em radiofármacos
por Portal Brasil publicado: 28/11/2016 13h10 última modificação: 28/11/2016 13h55
Divulgação/CRCN O reator deve permitir a produção de radiofármacos aplicados em tratamentos de câncer

O reator deve permitir a produção de radiofármacos aplicados em tratamentos de câncer

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), instituição ligada à ONU, elogiou o projeto do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB). Yukiya Amano comentou que o reator representa avanços em medicina nuclear. “Vai beneficiar milhões de pessoas em seu país”, disse.

O RMB é desenvolvido com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e será instalado em Iperó, interior de São Paulo.

Para Amano, o avanço se dará com a produção de radioisótopos utilizados em radiofármacos aplicados em tratamentos de câncer e em diagnósticos de doenças do coração e do cérebro, entre outras. As observações foram feitas em visita de Amano à sede da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) na última semana,

O presidente da Cnen, Renato Cotta, disse que há expectativa de liberação de recursos do governo ainda este ano para contratação do projeto executivo de engenharia, que deve levar dois anos.

Depois disso, são necessários mais dois anos para construção do reator. “Nossa perspectiva é essa. Se continuar o nosso cronograma de assinatura do projeto executivo agora e construção logo a seguir, devemos concluir em 2020”, disse.

Segundo Cotta, o Brasil produz atualmente uma série de radiofármacos de meia-vida curta, com efetiva aplicação por um período de duas horas, mas o radioisótopo de vida-longa, que pode durar até 60 horas, ainda precisa ser importado, o que deixa o País dependente do mercado internacional.

Com o RMB, essa dependência e a demanda reprimida pelos medicamentos serão reduzidas. Hoje, a medicina nuclear no Brasil é responsável por dois milhões de procedimentos médicos, um terço da demanda real por tratamentos desse tipo, segundo o presidente da Cnen.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), Cláudio Tinoco Mesquita, com a produção a partir da entrada em funcionamento do reator, o Brasil se tornará autossuficiente em radiofármacos.

Reator Multipropósito Brasileiro

O RMB é um reator nuclear de pesquisa e produção de radioisótopos – elementos ativos dos radiofármacos, que são empregados como agentes no diagnóstico e no tratamento de câncer e outras doenças.

As aplicações se estendem à agricultura, indústria e meio ambiente. A cargo da Cnen, que é vinculada ao MCTIC, o empreendimento será construído em Iperó (SP) ao lado do Centro Experimental de Aramar, da Marinha, onde se desenvolve o protótipo do submarino nuclear brasileiro.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Agência Brasil

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