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Ciência e Tecnologia

Estudo com participação de instituto brasileiro decodifica genoma da onça-pintada

DNA

Pesquisa inédita é parceria com pesquisadores internacionais e fornece informações sobre evolução da espécie
por Portal Brasil publicado: 02/08/2017 20h28 última modificação: 02/08/2017 20h28
Arquivo/Agência Brasil Pesquisadores estimam em 3,5 milhões de anos o tempo de separação do grupo de felinos que originou as onças dos leões e leopardos

Pesquisadores estimam em 3,5 milhões de anos o tempo de separação do grupo de felinos que originou as onças dos leões e leopardos

Pesquisadores do Instituto Mamirauá participaram de um estudo que decodificou o DNA da onça-pintada. O resultado inédito foi publicado na revista Science Advances. O trabalho na Amazônia levou mais de 15 anos.

"Com a decodificação do genoma da onça-pintada, foi possível descobrir aspectos sobre a interação da onça com outras espécies de felinos, que, ao longo de milhões de anos, deram vigor à espécie", explicou o pesquisador e coautor do artigo, Emiliano Ramalho, líder do Grupo de Pesquisa Ecologia e Conservação de Felinos na Amazônia.

O material genético da onça-pintada para a análise foi extraído de um macho da espécie, resgatado ainda filhote no Pantanal e que vivia no Zoológico Municipal de Sorocaba (SP). Depois disso, os pesquisadores compararam os genomas da onça-pintada e do leopardo com os das outras espécies do gênero Panthera, que abrange também leões, leopardos-das-neves e tigres.

Os pesquisadores estimam em 3,5 milhões de anos o tempo de separação do grupo de felinos que originou as onças dos ancestrais dos leões e leopardos. Mas a análise de DNA aponta que, mesmo depois da separação, membros de espécies diferentes continuaram cruzando entre si para manutenção da sobrevivência.

Na época da cheia dos rios, quando as águas inundam as florestas, as onças buscam abrigo e moradia na copa das árvores e adequam sua dieta, predando preguiças, macacos e ocasionalmente animais aquáticos, como o jacaré. O comportamento, único, é estudado pelo Instituto Mamirauá com financiamento da Fundação Gordon and Betty Moore.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações

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