Cultura
Museus poderão ter guarda especial em todo o País
Um acordo de cooperação que prevê mais segurança nos museus do País está sendo negociado entre o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/Museus) a Polícia Federal (PF). A ideia é que a segurança seja feita por uma guarda museal formada por servidores concursados.
O acordo terá três eixos: o auxílio da PF com relação a bens culturais já apreendidos e guardados em museus, mas que estão sub judice e não podem ser expostos; a capacitação recíproca de servidores da polícia e do Ibram/MinC e a ajuda da PF na elaboração de projeto de lei para criação de uma guarda museal.
O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, propôs auxílio ao Ibram/MinC para sensibilizar o Judiciário de que bens apreendidos e conservados em museus devem ser exibidos ao público.
Hoje, ao serem confiscados, os bens culturais são encaminhados para museus, mas não podem ser parte de exposições enquanto o caso não tenha sentença definitiva. “Colocar essas obras em exibição é uma forma de reverter o prejuízo à sociedade”, afirma o presidente do Ibram/MinC, José do Nascimento Júnior.
Para pôr fim a esse vazio normativo, tramita no Congresso o PL nº 2935/2008. A proposta vincula ao instituto, na modalidade incorporação, todos os bens de valor cultural que estejam sob guarda ou administração de órgãos e entidades da administração pública federal e da justiça federal.
De acordo com o projeto, estariam passíveis de incorporação os bens apreendidos por contrabando, em decorrência de controle aduaneiro e de fiscalização de tributos; bens objeto de pena de perdimento; bens recebidos em pagamento de dívidas ou bens abandonados.
Cadastro
O Ibram/MinC pretende, ainda, disponibilizar à PF um cadastro de bens culturais roubados, furtados ou desaparecidos de museus para serem inseridos em banco de dados internacional.
A catalogação do acervo do Ibram está sendo finalizada e terá a descrição das peças, com imagens para identificação, já que a recuperação de bens roubados depende de documentação correta e completa.
Fonte:
Polícia Federal
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