Cultura
Theatro Municipal de São Paulo comemora centenário
Na última segunda-feira (12) foi comemorado o centenário do Theatro Municipal de São Paulo. Participaram da cerimônia de comemoração diversos representantes do governo, dentre elas, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, o vice-governador do estado, Guilherme Afif Domingos, e o prefeito Gilberto Kassab.
Durante o evento, foi realizado o lançamento do selo comemorativo dos 100 anos de fundação do Municipal. A ministra Ana Hollanda carimbou o selo de honra, criado pela artista plástica Juliana de Souza Silva. O selo terá tiragem de 600 mil unidades e já está à venda nos Correios.
Durante a cerimônia, a ministra Ana lembrou que São Paulo, à época da inauguração do Theatro, em 1911 era a metrópole onde a elite dos barões do café dialogava com os imigrantes, principalmente os italianos, que trouxeram ideias novas, anarquistas e revolucionárias. “Este teatro foi cenário de muitos aplausos e de muitas vaias”, acrescentou.
“Não foi à toa que por aqui surgiram Oswald de Andrade, Pagu e tantos outros que fizeram a Semana de Arte Moderna”, afirmou. A ministra citou o pai, Sérgio Buarque de Hollanda, para lembrar o fato de a Semana de Arte Moderna de 1922, que marcou época ao apresentar novas ideias e conceitos artísticos, ter acontecido no Theatro Municipal de São Paulo. “Meu pai, dizia que nenhum outro lugar abrigaria algo tão irreverente”, destacou.
Construído em 1903 e inaugurado em 12 de setembro de 1911, o Theatro recebeu influência da ópera de Paris e sua arquitetura exterior tem traços renascentistas barrocos do século XVII.
O Municipal passou por duas grandes obras e uma reforma. A primeira obra, em 1954, criou novos pavimentos para ampliar os camarins e reduziu os camarotes. A segunda, de 1986 a 1991, restaurou o prédio e implementou estruturas e equipamentos mais modernos.
Para celebrar o centenário, foi feita uma terceira reforma que durou cerca de dois anos e incluiu a restauração de todo o edifício e a modernização do palco. A obra, que teve investimentos de R$ 28,3 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Prefeitura de São Paulo, restaurou as fachadas e a ala nobre, recuperou 14.262 vidros que compõem os conjuntos de vitrais e também possibilitou o resgate das pinturas decorativas com base em fotos antigas.
Fonte:
Ministério da Cultura
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