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Cultura

Iphan aprova tombamento do Centro Histórico de Manaus, no Amazonas

por Portal Brasil publicado: 26/01/2012 20h30 última modificação: 28/07/2014 16h30

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, reunido na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Brasília, aprovou o tombamento do Centro Histórico de Manaus, capital do Amazonas. A área tombada representa um dos maiores testemunhos do período da borracha, quando a exploração do látex proporcionou o incremento da industrialização em escala mundial.

O tombamento do Centro Histórico de Manaus faz parte da política do Iphan de ampliar as áreas protegidas em todo o País, com ênfase nas regiões Norte e Centro-Oeste. Na capital amazonense, a área compreendida entre a orla do Rio Negro e o entorno do Teatro Amazonas é a que ainda mantém os aspectos simbólicos e densos de realizações artístico-construtivas. A preservação deste núcleo, que configura o coração urbano da cidade, garante a manutenção de seu patrimônio singular e íntegro, e inclui Manaus no rol das cidades históricas do Brasil.

Manaus e o período áureo da borracha

Fundada em 1669, a partir do forte de São José da Barra do Rio Negro, da sede da Província, Manaus foi estabelecida na margem esquerda do Rio Negro. O nome da cidade, que provém da tribo dos manaós, habitante da região, significa Mãe dos Deuses.

Entre os anos de 1580 e 1640, época em que Portugal e Espanha estavam sob uma só coroa, tem início a povoação europeia na Amazônia. A ocupação foi demorada, porque não havia facilidade para obtenção de lucros a curto prazo, o acesso era difícil, e era desconhecida a existência de riquezas, como ouro e prata. Em 1669, começou a ser construído o Forte São José da Barra do Rio Negro, erguido em pedra e barro, com quatro canhões, para garantir o domínio da coroa de Portugal na região.

Com a proclamação da República, em 1889, Manaus passa a ser a capital do estado do Amazonas, época em que a borracha era cada vez mais requisitada. O Amazonas, como principal produtor, orientou sua economia para atender à demanda, no chamado Período Áureo da Borracha (1890-1910). A cidade passou a receber brasileiros de várias partes do País, além de estrangeiros. Esse crescimento demográfico gerou mudanças significativas na cidade.

A partir de 1892, o governo estadual elaborou um plano para coordenar o crescimento. Manaus ganhou o serviço de transporte coletivo de bondes elétricos, telefonia, eletricidade e água encanada, além de um porto flutuante, que passou a receber navios de diversas bandeiras. A metrópole da borracha, nos anos de 1900, abrigava uma população de 20 mil habitantes.

Em 1910, Manaus ainda vivia a euforia dos preços altos da borracha, quando foi surpreendida pela fortíssima concorrência da borracha natural plantada e extraída dos seringais da Ásia, que invadiu os mercados internacionais. Era o fim do domínio da exportação do produto dos seringais naturais da Amazônia e o início da agonia econômica para a região.

Do núcleo colonial, resta apenas o traçado urbano, orgânico em contraponto ao traçado planejado, ainda no século 19. Na arquitetura, uma boa quantidade de edifícios ecléticos ainda está preservada. O centro histórico de Manaus no século XXI apresenta uma porção urbana formada por edificações do período áureo mesclada a edifícios modernos.

 

Fonte:
Iphan

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