Cultura
17ª edição do Festival É Tudo Verdade tem apresentação de 80 filmes de 27 países
O festival É Tudo Verdade chega à sua 17ª edição este ano. Sem uma temática única e marcado por uma variedade de registros e formas, o evento irá apresentar uma seleção de 80 documentários de 27 países que variam, segundo seu fundador e diretor Amir Labaki, “do filme-diário ao afresco planetário, da revisita ao passado íntimo ao exame da atual conjuntura socioeconômica mundial”.
Labaki afirma que acha essencial a existência de uma janela nobre anual para a nova safra do documentário brasileiro e internacional. Também é importante a oportunidade para discutir a estética e a economia específicas do cinema não ficcional, como é feito desde a primeira edição.
A edição do festival deste ano também apresenta uma grande variedade de filmes nacionais. “O documentário brasileiro vive um período de grande vitalidade. A produção é crescentemente diversa. É notável a busca de novas linguagens. O documentário tem se consolidado como um espelho fundamental para o Brasil do século 21”, declarou o diretor.
Na seleção internacional será exibido o vencedor do Oscar de curta-metragem deste ano, Saving Face, de Daniel Jung e Sharmeen Obaid. Entre os brasileiros, os destaques são para os filmes Tropicália, de Marcelo Machado, que abre o festival em São Paulo, no dia 22; e Jorge Mautner - O Filho do Holocausto, de Pedro Bial e Heitor D’Alincourt, que abre a versão carioca no dia 23.
Haverá também uma projeção especial do filme Light Up Nippon - Há Um Ano do Terremoto Japonês, de Kensaku Kakimoto, que apresenta o projeto Light Up Nippon, liderado por jovens de Tóquio que levantaram fundos para organizar espetáculos de fogos de artifício em dez localidades mais atingidas pelo terremoto que atingiu o país no ano passado, como símbolo de resistência e recuperação.
Este ano, os homenageados especiais do festival são os documentaristas argentino Andrés di Tella e o brasileiro Eduardo Coutinho. “Coutinho é um entrevistador sem igual. O grau de intimidade com que desenvolve seus diálogos diante da câmera não tem paralelo. Segundo, há sua inquietação. O Coutinho de Cabra Marcado para Morrer é distinto do Coutinho de Edifício Master, que é diferente do Coutinho de Jogo de Cena, por sua vez também diverso do de Moscou. Ele é um dos dínamos criativos do cinema brasileiro contemporâneo”, disse Labaki.
O festival É Tudo Verdade começa na próxima quinta-feira (22) e vai até 1º de abril, nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. Também estará em Brasília, entre os dias 10 e 15 de abril, e em Belo Horizonte, no mês de maio.
“Este ano, o que ampliamos é nosso circuito, voltando a ter uma itinerância em Brasília, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), e estreando em Belo Horizonte. É uma expansão muito importante ao atender novos públicos”, concluiu Labaki.
Fonte:
Agência Brasil
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