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Na Bahia, a festa do Nosso Senhor do Bonfim se torna Patrimônio Imaterial do Brasil

No estado da Bahia o ofício das baianas de acarajé, a capoeira e o samba de roda do recôncavo baiano já são considerados bens protegidos
por Portal Brasil publicado: 13/06/2013 15h53 última modificação: 30/07/2014 00h35
Divulgação / Gov. Bahia Com 300 anos de história, festa baiana se torna Patrimônio Imaterial do Brasil

Com 300 anos de história, festa baiana se torna Patrimônio Imaterial do Brasil

Realizada há quase 300 anos, a festa do Nosso Senhor do Bonfim, comemorada em Salvador (BA), foi reconhecida como Patrimônio Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A partir de agora a festa será acompanhada por técnicos do Instituto além de ter os elementos constitutivos monitorados.

Considerada como um dos bens protegidos pelo Iphan, a comemoração da festa, dia 5 de junho, passa a ter manifestações

populares como, por exemplo, o cortejo, a procissão, a missa solene, a lavagem de escadarias e o terno de reis. “Temos o registro da história do bem, como nasceu, como evoluiu e como está hoje.”, destaca Carlos Amorim, superintendente do Iphan na Bahia.

No estado da Bahia, o ofício das baianas de acarajé, a capoeira e o samba de roda do recôncavo baiano já são considerados bens protegidos. Para o presidente da Fundação Cultural Palmares, a decisão do conselho consultivo do Iphan reconhece a importância de uma das maiores manifestações culturais do País.

Senhor do Bonfim

As homenagens dedicadas ao Senhor do Bonfim começaram em 1745 quando a imagem do santo foi trazida pelo capitão Português Teodósio Rodrigues de Farias, em cumprimento a uma promessa por ter sobrevivido a uma forte tempestade. O ritual da Lavagem das escadarias da igreja veio também deste período, quando os escravos eram obrigados a lavar o templo para a festa celebrada no segundo domingo após o Dia de Reis (6 de janeiro).

A faxina do templo religioso acontecia sempre numa quinta-feira, três dias antes da festa. No mesmo período, os negros escravizados começaram a reverenciar Oxalá, o pai de todos os orixás e o cortejo até a Colina Sagrada passou a ser marcado por muita dança, o que provocou a proibição da lavagem da igreja, em 1889, pelo arcebispo da Bahia Dom Luís Antônio dos Santos.

Com o passar do tempo, o rito voltou a acontecer e além do contexto religioso, a Lavagem do Bonfim também é caracterizada pela grande festa que acompanha e circunda o trajeto de fé.

Patrimônio Imaterial

Os bens culturais imateriais estão relacionados aos saberes, às habilidades, às crenças, às práticas, ao modo de ser das pessoas. Desta forma podem ser considerados bens imateriais: conhecimentos enraizados no cotidiano das comunidades; manifestações literárias, musicais, plásticas, cênicas e lúdicas; rituais e festas que marcam a vivência coletiva da religiosidade, do entretenimento e de outras práticas da vida social; além de mercados, feiras, santuários, praças e demais espaços onde se concentram e se reproduzem práticas culturais.

Na lista de bens imateriais brasileiros estão a festa do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, a Feira de Caruaru, o Frevo, a capoeira, o modo artesanal de fazer Queijo de Minas e as matrizes do Samba no Rio de Janeiro.

No Brasil, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) é responsável por promover e coordenar o processo de preservação e valorização do Patrimônio Cultural Brasileiro, em suas dimensões material e imaterial.

 

Fonte:
Fundação Cultural Palmares 



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