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Cultura

Família expõe cultura cigana na TEIA 2014

Programação

Costumes ciganos são passados de pai para filho por meio da língua, vestuário típico, uso de joias e condição de morar em tendas
por Portal Brasil publicado: 23/05/2014 18h11 última modificação: 30/07/2014 01h43
Divulgação/Ministério da Cultura Alegria e sensualidade da dança contrastam com o histórico de dificuldade e luta da comunidade cigana

Alegria e sensualidade da dança contrastam com o histórico de dificuldade e luta da comunidade cigana

Bárbara Piemonte, 19 anos, mora em Peruíbe (SP), é cantora, dançarina e cigana da etnia Kalon. Com seus trajes vibrantes e maquiagem carregada, chama a atenção a cada passo que dá por entre as tendas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, onde acontece a 5ª edição da TEIA Nacional da Diversidade.

Na manhã desta sexta-feira (23), Bárbara fez uma rápida apresentação de dança. A alegria e a sensualidade da dança contrastam com o histórico de dificuldade e luta da etnia ao longe de sua existência. "Queremos sair da invisibilidade. Queremos ser  tratados como pessoas comuns. Não pedimos para ser ciganos, nascemos assim e queremos cultivar nossa cultura", afirmou.

Segundo Carlos Baroa, pai de Bárbara, os Kalons são originários da Índia, de onde partiram para a Europa e, desde 1574, foram enviados de Portugal para o Brasil, distribuindo-se por vários estados. Não há números precisos sobre a quantidade de ciganos no País. 

Maura, mãe de Bárbara, ressalta que a inserção dos ciganos nas discussões nacionais de políticas públicas decorre da maior aproximação deles com outras comunidades tradicionais. "Nossos filhos ainda têm dificuldade de estudar. Eles são vítimas do preconceito. Nas ruas, somos taxados como ladrões. Quem não vive da arte, trabalha no comércio", destacou Maura Piemonte. 

Os costumes ciganos são passados de pai para filho por meio da língua, da preservação do vestuário típico, do uso de joias, na condição de morar em tendas e em ser nômades. 

Algumas famílias, como a de Lori Emanoela, de 49 anos, divide a rotina entre a barraca e a casa, mas seu filho vai à escola. "A barraca fica na frente da minha casa. Queremos manter os nossos costumes", defende.

Para os Kalons, a participação deles na TEIA é mais uma oportunidade de mostrar ao País um pouco mais da cultura cigana e discutir propostas de uma maior inserção na formulação de políticas públicas. 

Fonte: 
Ministério da Cultura

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