Cultura
Grupos brasileiros de teatro são destaques em feira de negócios
Economia Criativa
O Ministério da Cultura selecionou, por meio de edital público, 14 projetos de artes cênicas para participação no I Mercado de Indústrias Culturais do Mercosul, de 15 a 18 de maio, em Mar Del Plata, na Argentina. Para ampliar relações com o mercado teatral sul-americano, o Brasil terá representantes de peso em cena. Companhias como Grupo Galpão (MG) e Teatro Oficina (SP) estarão nas rodadas de negócio.
"O Micsul é a comida que será servida a todos nós empreendedores da economia criativa, ativa, artística", registrou o diretor do Oficina, José Celso Martinez, no texto de apresentação do projeto da companhia. Um dos objetivos do edital para o Micsul é justamente exportar a cultura brasileira e estimular a criação de redes entre os países da região. "É muito importante ver uma política de internacionalização das artes brasileiras de fato começar", afirma Marcelo Bones, representante da PLATÔ (Plataforma de Internacionalização do Teatro), de Belo Horizonte (MG). O segmento de artes cênicas foi o que mais recebeu inscrições para o Micsul, com 61 propostas.
Ao todo, o Ministério selecionou, via edital, 100 empreendedores culturais para rodadas de negócios com 10 países do Mercosul ampliado (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela), além de compradores convidados da Europa, Ásia e América do Norte. Assim como artes cênicas, o edital contemplou propostas nos segmentos de audiovisual, música, jogos digitais e aplicativos, design e literatura.
Internacionalização
O Festival Panorama, um dos maiores eventos de artes cênicas do País, com 22 anos de história, é um dos empreendimentos selecionados. "Acho muito importante a iniciativa do Micsul para pôr em contato projetos que já tem experiência quanto para aqueles novos poderem compartilhar dessa experiência internacional", avalia Renato Saraiva, diretor do festival.
A inserção brasileira no cenário teatral ganhou força recentemente com a homenagem que o País recebeu no XIV Festival Ibero-americano de Teatro de Bogotá, que contou com a presença da Ministra Marta Suplicy, considerada a maior mostra de artes cênicas do mundo. Sete grupos brasileiros apresentaram peças de autores nacionais com excelente recepção de público. Além disso, foi lançado, durante o festival, um livro ilustrado com obras, traduzidas para o espanhol, de 14 dramaturgos brasileiros. Parte dessas obras teve leitura dramática realizada por atores, diretores e estudantes de teatro colombianos. "Esse reconhecimento demonstra a importância atribuída ao Brasil em termos de relações culturais", destacou o diplomata André Maciel, chefe da Divisão de Operações de Difusão Cultural do Ministério das Relações Exteriores (MRE), parceiro do Ministério da Cultura no edital do Micsul.
A companhia Sinhá Zózima, de São Paulo, espera essa receptividade aos trabalhos em teatro desenvolvidos no Brasil. O grupo propõe uma pesquisa cênica inusitada. As peças são encenadas dentro de ônibus do transporte público ou em ônibus adaptado especialmente para o teatro. Em qualquer das situações, os atores vão até onde o público está. "São trabalhos voltados para trabalhadores que moram na periferia de São Paulo, usando a própria cidade como cenário. Estamos muito ansiosos para ver como isso pode se desenvolver em outras periferias da América do Sul", explica Tatiane Lustosa, representante da companhia.
Fonte:
Ministério da Cultura
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil

















