Cultura
Mestres da cultura negra trocam experiências em evento
Teia 2014
Mestres das culturas negras populares estiveram reunidos para contar suas vivências e apresentar suas demandas para subsidiar a construção do Plano Setorial para a Cultura Afro-brasileira. O debate marcou a mesa Discutindo Cultura Negra II: a experiência de Matriz Africana, Mestres e Mestras de Cultura Tradicional, realizada na Teia Cultural da Diversidade 2014, em Natal (RN).
Segundo o mestre do Samba de Roda, Rosildo do Rosário, presidente da Associação dos Sambadeiros e Sambadeiras do Estado da Bahia, seis municípios baianos já instituíram o Dia do Samba de Roda. Durante os debates, o mestre contou sua vivência na cultura tradicional e a trajetória de trabalho para a construção de um plano de salvaguarda para o Samba de Roda, tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico Nacional (Iphan), em 2005.
“Faço cultura de subsistência há 44 anos”, disse o mestre Marcelino Azevedo, representante da Associação Cultural e Folclórica de Guimarães (MA). Marcelino falou sobre as dificuldades encontradas para dar continuidade aos festejos do Boi do Maranhão e do Tambor de Criola, umas das principais atividades culturais do estado.
Mestre Curió, 69 anos de Capoeira, falou sobre o trabalho que realiza em Salvador (BA). Ele explicou como a capoeira resgatou das ruas 450 crianças em situação de vulnerabilidade. “A cultura não veio agora, ela já vem desde os nossos antepassados”, disse o mestre num discurso vibrante.
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