Cultura
Feira do Livro de Porto Alegre teve público de 1,4 milhão
Acesso à leitura
A Feira do Livro de Porto Alegre foi encerrada no domingo (16) com um total de 400 mil exemplares vendidos. Além disso, o evento contou com mais de 700 sessões de autógrafos, com a presença de autores nacionais e internacionais, e um público de 1,4 milhão de pessoas que visitaram os estandes nos 17 dias do evento. A programação da Feira incluiu mais de 300 eventos voltados ao público adulto e cerca de 600 atividades para as crianças.
Os números da iniciativa, realizada na Praça da Alfândega, no Centro Histórico da capital gaúcha, com o patrocínio da Caixa, foram divulgados pela direção da Câmara Rio-Grandense do Livro, entidade promotora do evento.
No estande da Caixa, foram distribuídos cerca de 12 mil exemplares do livro Viagem ao Planeta Letra, a história do menino Dedé, que aprendeu a gostar da leitura após ganhar um livro incrível dos seus pais.
Toda noite, Dedé lia sem parar e colocava o livrinho embaixo do travesseiro. Quando dormia, era transportado para o Planeta Letra, onde todo sonho virava realidade. Ao acordar, Dedé tinha um monte de aventuras para contar para os seus amigos. O livro foi criado pelo banco especialmente para a Feira.
Contação de histórias
Duas sessões diárias de contação de histórias foram realizadas no estande da Caixa, totalizando 34 apresentações. Contos sobre o Dia das Bruxas, o coelhinho da Páscoa e o Papai Noel, histórias de princesas e de duendes aguçaram o imaginário infantil.
Carolina, 9 anos, e João Vinício, 7 anos, passearam na Feira do Livro usando fantasias. Ela vestiu-se de gatinha; ele, de cachorro. Depois de assistirem a uma das sessões de contação de histórias, os dois perguntaram se poderiam também se apresentar. Acompanhados da pedagoga Eleonora Medeiros, mãe da menina, as crianças cantaram e dançaram.
Perguntado sobre como se sentiu ao se apresentar para público, João Vinício contou que esta não foi a sua primeira experiência nos palcos. "Eu até já dei autógrafos", contou o menino, que fez questão de dizer que já escreveu um livro e que, em seu tempo livre, faz aulas de circo.
Caricaturas
À sombra da Árvore Literária, cujas folhas eram letras do alfabeto, um caricaturista deu vida aos sonhos infantis (e também aos amadurecidos) e transformou crianças (e adultos) em super-heróis, fadas, príncipes. Foram desenhadas cerca de 60 caricaturas por dia de evento, totalizando mais de 1 mil desenhos.
Bastam cerca de 2 segundos para o caricaturista Carlos Roberto da Silva e Silva identificar os traços mais marcantes do rosto e dar os primeiros riscos. "Começo sempre pelo contorno do rosto. Cada pessoa tem um formato característico. Daí parto para os traços mais acentuados, e os retrato com exagero", explicou Carlos, justificando que "a caricatura tem um viés de comédia, e outro de crítica."
Em pouco mais de quatro minutos, os desenhos tomam forma e já é possível reconhecer o caricaturado. Apesar da agilidade, Carlos não perde nenhum detalhe. Que o diga o trio de amigas Caren, Alessandra e Letícia. Perguntadas se gostaram da caricatura, as três riram e disseram, quase que em coro, "ficou muito igual."
Visita ilustre
O jornalista e escritor Airton Ortiz, patrono da 60º Feira do Livro de Porto Alegre, ganhou uma caricatura ao visitar o estande da Caixa. Ortiz, que em 2009 foi um dos autores convidados a palestrar no espaço do banco, destacou a participação da Caixa no evento.
"A Caixa está sempre inovando em suas participações na Feira. Lembro-me que naquele ano (2009) eram oferecidos, ao púbico, textos confeccionados em papel arroz. Depois de lidos, eles eram, literalmente, saboreados", afirmou.
O escritor contou ter pedido demissão de um emprego em que era concursado para se dedicar ao jornalismo e à literatura, e por em prática o que definiu como seu projeto de vida "viajar o mundo para escrever". Ele destacou o aspecto social da Feira. "Nem todas as pessoas têm condições de comprar livros."
A Caixa, ao estar presente e patrocinando a Feira, está desempenhando sua função social, facilitando o acesso à leitura. Em uma praça pública, de acesso gratuito, o cidadão usufrui dos serviços que a verba do patrocínio viabiliza. O ideal seria que todas as empresas fizessem o mesmo", ressaltou.
Fonte:
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil
















