Cultura
Alunos criam cenário para o Concurso Nacional de Marchinhas
Criatividade
Desde outubro, treze alunos do Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) estão criando adereços e artefatos cenográficos para a 10ª edição do Concurso Nacional de Marchinhas Carnavalescas da Fundição Progresso – Prêmio Cidade Maravilhosa.
As atividades fazem parte da oficina “Cores e Formas do Carnaval”, promovida pelos professores do núcleo de arte Joana Lyra, Lucia Vignoli e Marcelino Rodrigues, que encabeçaram a parceria entre o instituto e os organizadores do concurso.
Com encontros semanais, a oficina reuniu alunos dos cursos de qualificação profissional da Divisão de Qualificação e Encaminhamento Profissional (DIEPRO), que abrigou as aulas, e de turmas do Ensino Médio dos turnos vespertino e noturno. “Alguns utilizaram o espaço como atelier até fora dos horários da oficina”, conta Lucia Vignoli, destacando que o apoio da DIEPRO foi fundamental para divulgar a proposta nas turmas de costura, computação e maquiagem.
O grande interesse dos alunos rendeu bons frutos: máscaras feitas com papel reciclado, mandalas e painéis emoldurados em bambolês, faixas, flâmulas e estandartes costurados e pintados à mão já estão quase prontos para enfeitar a Fundição Progresso, na Lapa, Centro do Rio, onde acontecerá o baile da final do concurso, no dia 1º de fevereiro. Os alunos chegaram a fazer uma visita para conhecer o local e compreender como o cenário deve ser montado.
Segundo os professores, a oficina estabeleceu um processo de criação e de troca de informações riquíssimo tanto para os alunos quanto para os próprios docentes: “Foi possível experimentar a partilha de alegria, cooperação e empenho entre o grupo”.
A ideia é que o projeto continue nos próximos anos e passe a incluir conteúdos de outras disciplinas, como língua portuguesa, literatura, história e sociologia, na abordagem do tema principal – o Carnaval.
A 10ª edição do Concurso Nacional de Marchinhas Carnavalescas da Fundição Progresso homenageia o Rio de Janeiro, que está completando 450 anos e é o berço das marchinhas.
A professora Joana Lyra, que já trabalhou anteriormente com cenários, pesquisou referências de carnavais antigos e buscou retratar a natureza e os pontos turísticos da cidade nos adereços confeccionados nas aulas.
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