Cultura
Ladeiras de Olinda contam a história do Carnaval pernambucano
Festa popular
Com a chegada dos portugueses ao Brasil em 1500, o que desembarcou também no País foi o entrudo, festa pagã europeia realizada entre famílias e pessoas conhecidas, que se atingiam com água, farinha, cinzas e lama nas ruas, e foi uma das origens do Carnaval Brasileiro.
No século XVII, o entrudo português assimilou costumes africanos, e no século XIX surgiam o frevo e o passo em Pernambuco.
A história do Carnaval de Olinda (PE) confunde-se com a história da folia no Recife. A festa popular na cidade é marcada pelo surgimento de agremiações como o Clube Carnavalesco Misto Lenhadores, fundado em 1907, e o Clube Carnavalesco Misto Vassourinhas, de 1912, ambos ainda presentes nos carnavais da atualidade.
Famosas por sediarem uma das maiores festas de Carnaval do mundo, as ladeiras do Sítio Histórico de Olinda existem graças à geografia da cidade. O município, que completará 480 anos no próximo dia 12 de março, nasceu e se desenvolveu com elas. Além disso, o sítio histórico de Olinda é considerado pela Unesco Patrimônio Histórico Cultural da Humanidade.
As ruas e ladeiras da Cidade Alta recebem, todos os anos, desfiles de centenas de agremiações carnavalescas e tipos populares. São clubes de frevo, troças, blocos, maracatus, caboclinhos, afoxés, cujas manifestações traduzem a mistura dos costumes e tradições de brancos, negros e índios, base da formação do povo e da cultura brasileira.
Divulgação/Prefeitura de Olinda
Bonecos gigantes no Carnaval de Olinda (PE)
Um dos diferenciais da folia olindense são os bonecos gigantes, herança europeia que tem origem nas procissões do século XV. O primeiro boneco a sair pelas ladeiras de Olinda foi o Homem da Meia-Noite, que anima a folia desde 1932.
Hoje a cidade já contabiliza mais de uma centena, e novos bonecos são criados todos os anos. Na Terça-Feira Gorda, eles se reúnem nos largos do Guadalupe e do Varadouro, em um encontro que se tornou tradição da folia em Olinda.
Os tipos populares também são outra tradição do Carnaval de Olinda. A cada ano, eles enchem as ladeiras da Cidade Alta representando personagens inspirados tanto nos noticiários do dia a dia como nos mais tradicionais costumes, retratando a irreverência e a crítica social tradicionalmente presentes no carnaval da cidade.
Em 2014, Olinda recebeu 2,7 milhões de foliões durante o período carnavalesco. De acordo com levantamento da prefeitura, mais de R$ 150 milhões foram injetados na economia do município, e a ocupação hoteleira foi de 98% nos hotéis e pousadas.
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