Cultura
Minas Gerais recebe a quarta edição da Caravana da Cultura
Produção cultural
A quarta edição da Caravana da Cultura tem início nesta quarta-feira (6) com programação de dois dias em Minas Gerais. Intuito é estreitar relações e conhecer as principais demandas dos estados. Iniciativa inclui encontros com artistas, gestores, produtores e fazedores de cultura. A Caravana da Cultura já passou por Ceará (Fortaleza e Cariri), Maranhão (São Luís) e Bahia (Salvador).
A primeira visita da comitiva será à Comunidade Negra dos Arturos, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os Arturos são uma comunidade quilombola formada por aproximadamente 500 pessoas, integrantes da comunidade tradicional e de ascendência angolana. Eles obtiveram o registro de Patrimônio Cultural Imaterial do estado de Minas Gerais pelo Conselho Estadual de Patrimônio (Conep) em maio do ano passado.
O trabalho desenvolvido pelos Arturos já foi tema de uma série de artigos e pesquisas de estudiosos. Na comunidade, são preservadas as tradições de realizar antigas práticas de conhecimento relacionadas às raízes e plantas, culinária, benzeção e construção de tambores, entre outros. Além disso, eles realizam uma série de festas, como a da Abolição, do João do Mato, Folia de Reis, Candombe e Reinado de Nossa Senhora do Rosário.
À tarde, o compromisso da comitiva é no Espaço Suricato – Cultura e Saúde Mental, centro cultural, no bairro Floresta, de responsabilidade da Associação de Trabalho e Produção Solidária. A associação atua há 10 anos em trabalhos com a área da saúde mental e a arte.
O Espaço Suricato foi criado para promover shows, oficinas e exposições dos participantes da associação, que fabricam objetos de decoração e mobiliário e realizam trabalhos em madeira, marchetaria e cerâmica, além de bordados e costura.
8º Festival de Arte Negra
Nesta quarta-feira também será lançado o 8º Festival de Arte Negra (FAN), no memorial Minas Gerais Vale. O evento será realizado de 26 a 30 de novembro no Circuito Cultural da Praça da Liberdade.
Criado em 1995, em Belo Horizonte, dentro da programação das celebrações do tricentenário de Zumbi dos Palmares, o FAN é um dos maiores eventos sobre a arte negra do País. A partir de 2003, o festival passou a ter periodicidade bienal e promover a ocupação de ruas, praças e teatros por artistas brasileiros e oriundos de diversos pontos da África.
O primeiro dia de agenda na capital mineira se encerra com presença da comitiva no Sarau da Periferia e no show com o mineiro Sérgio Pererê e o senegalês Zal Sissokho, no Baobar Casa África.
Participam desta caravana o ministro da Cultura, Juca Ferreira, os secretários de Articulação Institucional, Vinícius Wu, e do Audiovisual, Pola Ribeiro, o presidente do Instituto Nacional de Museus (Ibram), Carlos Roberto Brandão, a superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Minas Gerais, Célia Maria Corsino, e o diretor do Centro de Artes Cênicas da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Léo Lessa.
Encontro de secretários de Cultura
No segundo dia, o ministro Juca Ferreira se junta à comitiva do MinC. Ele comparece à abertura do encontro dos secretários de Cultura das Capitais, no Museu de Minas e do Metal, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. Em seguida, reúne-se com Jordi Pascual e visita a Casa dos Direitos Humanos, acompanhado do secretário de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania de Minas Gerais, Nilmário Miranda, às 11h.
Às 14h30, está marcada uma visita ao Palácio das Artes, onde o ministro encontrará artistas locais. Eles seguirão em caminhada até o Teatro Francisco Nunes, onde será realizada roda de conversa com artistas, gestores e produtores culturais.
As rodas de conversa, realizadas em todas as Caravanas da Cultura, fazem parte de uma estratégia da atual gestão de fortalecer a participação social na discussão de temas culturais relevantes e na produção de políticas públicas do setor.
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