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Cultura

Museu de Congonhas será inaugurado em 15 de dezembro

Acervo

Construído ao lado do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, instituição é um dos mais importantes projetos de preservação da memória do País
publicado: 08/12/2015 12h00 última modificação: 19/01/2016 18h15
Exibir carrossel de imagens Divulgação/Iphan Museu está instalado em um edifício de 3.452,30 m², construído ao lado do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos

Museu está instalado em um edifício de 3.452,30 m², construído ao lado do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos

Instalado em um edifício de 3.452,30 metros quadrados, o Museu de Congonhas (MG), um dos mais importantes projetos de preservação da memória do País, será inaugurado no próximo dia 15, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O Museu foi construído ao lado do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, sítio histórico que tem o título de Patrimônio Cultural Mundial desde 1985. A instituição, projetada pelo arquiteto Gustavo Penna, tem sala de exposições, biblioteca, auditório, ateliê, espaço educativo, cafeteria, anfiteatro ao ar livre e áreas administrativas.

Para a presidenta do Iphan, Jurema Machado, o museu confirma a determinação do governo federal em investir no Patrimônio Cultural Brasileiro. "São investimentos contínuos, por mais de uma década, que tiveram início com o Programa Monumenta, um trabalho que evoluiu até chegar aos moldes atuais do PAC Cidades Históricas e que proporcionam ao País espaços culturais de qualidade, como este que inauguramos agora."

O Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, para onde o Museu dedica a sua principal atenção, está localizado no Morro Maranhão, na zona urbana de Congonhas. A sua construção teve início em 1757 e se estendeu até o começo do século XIX. Trata-se de um conjunto arquitetônico e paisagístico formado pela Basílica, escadaria em terraços decorada por esculturas dos 12 profetas em pedra-sabão e seis capelas com cenas da Via Sacra, contendo 64 esculturas em cedro em tamanho natural. No conjunto trabalharam os artistas de maior destaque do período, como o escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1738-1814), e o pintor Manoel da Costa Athaíde (1760-1830).

O monumento possui ainda uma Sala de Milagres, que abriga uma coletânea de ex-votos, objetos oferecidos em agradecimento por graças alcançadas. Ali está exposta a notável coleção de 89 ex-votos pintados, datados dos séculos XVIII ao XXI. O Santuário, além do seu valor artístico, é também um importante centro de peregrinação. A grande romaria – o Jubileu – acontece todos os anos, entre 7 e 14 de setembro, congregando uma multidão de fiéis.

Museu de Congonhas

Acervos

O Museu de Congonhas abre as suas portas exibindo importantes acervos. Um dos principais é a coleção Márcia de Moura Castro. Composta por 342 peças que pertenceram à colecionadora, as obras foram adquiridas pelo Iphan em 2011.

Por mais de meio século, a pesquisadora dedicou-se a adquirir arte sacra e objetos de religiosidade popular, com destaque para ex-votos e santos de devoção. A coleção será exposta numa sala especial no Museu de Congonhas.

Outro acervo importante que será entregue nos próximos meses é a Coleção Fábio França, uma biblioteca de referência no Brasil sobre o barroco, a arte e a fé. Reunido em mais de quatro décadas, o acervo de livros raros foi recentemente incorporado ao Museu. É composto por publicações de interesse geral, temas históricos, artísticos, com foco especial nas obras sobre a arte barroca, o barroco mineiro e a temática da vida e obras de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

Museu de Congonhas

Conservação

O Museu de Congonhas produziu, por meio de ações coordenadas pela Unesco no Brasil, novos conhecimentos para a conservação de monumentos em pedra, em especial relativos à produção de cópias digitais das esculturas, além da atualização da técnica de produção de cópias físicas. A instituição pretende consolidar e difundir esses conhecimentos, além de se utilizar dos moldes para ações de monitoramento.

As cópias são uma medida de segurança essencial para se reproduzir as peças em caso de danos irreversíveis aos originais. Os profetas de Congonhas tinham moldes feitos em várias épocas, em especial nas décadas de 1970 a 1980, os quais não apresentam mais as condições necessárias à reprodução. Para dois profetas – Joel e Daniel – foram produzidos novos moldes em forma flexível de silicone, possibilitando a produção de cópias em gesso. A produção das demais cópias deverá fazer parte do escopo de atuação do próprio Museu.

Os 12 profetas foram moldados em meio eletrônico (digitalização em 3D), o que correspondeu à primeira aplicação dessa tecnologia no Brasil. A ação também foi coordenada pela Unesco no Brasil, que contratou o Grupo Imago, da Universidade Federal do Paraná, para o trabalho.

Museu de Congonhas

Fonte:
 Iphan

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