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Cultura

Presidenta Dilma inaugura Museu de Congonhas

Patrimônio cultural

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é o patrocinador máster, com a destinação de R$ 7,2 milhões
por Portal Brasil publicado: 15/12/2015 11h00 última modificação: 15/12/2015 15h36
Sérgio Rodrigo Reis/ Patrícia Reis de Matos Braz O Museu de Congonhas (MG) está localizado no sítio histórico do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos

O Museu de Congonhas (MG) está localizado no sítio histórico do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos

A presidenta Dilma Rousseff participa nesta terça-feira (15) da inauguração do Museu de Congonhas (MG), localizado no sítio histórico do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, onde se encontra a obra-prima do escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Desde 1985, o sítio tem o título de Patrimônio Cultural Mundial.

A inauguração do museu integra as comemorações dos 30 anos do título e dos 70 anos de existência da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO, no Brasil), que organiza o evento junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e à prefeitura de Congonhas (MG).

No empreendimento foram investidos R$ 25 milhões, sendo R$ 7,5 milhões de recursos próprios da prefeitura e o restante financiado com recursos captados pela Lei Rouanet. O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é o patrocinador máster, com a destinação de R$ 7,2 milhões.

Para a presidenta do Iphan, Jurema Machado, o espaço “confirma a determinação do governo federal em investir no patrimônio cultural brasileiro. São investimentos contínuos, por mais de uma década, que tiveram início com o Programa Monumenta, um trabalho que evoluiu até chegar aos moldes atuais do PAC Cidades Históricas e que proporcionam ao país espaços culturais de qualidade como este que inauguramos agora”.

Já o diretor do novo museu, Sérgio Rodrigo Reis, avalia que o espaço vai proporcionar aos visitantes de Congonhas compreender melhor o valor do santuário.

“Até então as pessoas vinham à cidade e não compreendiam por que a gente está num lugar especial. Com esse museu, as pessoas vão ter toda a condição de entender a lógica do lugar”, disse. “É um processo de melhoria, de qualificação do bem histórico, do patrimônio, das tradições de [Congonhas]. Aqui, a gente tem a obra-prima do Aleijadinho, o maior artista das Américas.”

O edifício do museu tem 3.452,30 m² e o projeto foi concebido com linhas que dialogam com as linhas do Santuário, desenho do arquiteto Gustavo Penna. Contempla em três pavimentos sala de exposições, reserva técnica, biblioteca, auditório, ateliê, espaço educativo, cafeteria, anfiteatro ao ar livre e áreas administrativas.

O Santuário

O Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, para onde o Museu dedica sua principal atenção, está localizado no Morro Maranhão, na zona urbana de Congonhas. Sua construção teve início em 1757 e se estendeu até o começo do século XIX. Trata-se de um conjunto arquitetônico e paisagístico formado pela Basílica, escadaria em terraços decorada por esculturas dos 12 profetas em pedra-sabão e seis capelas com cenas da Via Sacra, contendo 64 esculturas em cedro em tamanho natural. No conjunto trabalharam os artistas de maior destaque do período, o Aleijadinho (1738-1814), e o pintor Manoel da Costa Athaíde (1760-1830).

O monumento possui ainda uma Sala de Milagres, que abriga uma coletânea de ex-votos, objetos oferecidos em agradecimento por graças alcançadas. Ali está exposta a notável coleção de 89 ex-votos pintados, datados dos séculos XVIII ao XXI. O Santuário, além do seu valor artístico, é também um importante centro de peregrinação. A grande romaria – o Jubileu – é realizada todos os anos entre 7 e 14 de setembro, congregando uma multidão de fiéis.

Fonte: Blog do Planalto

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