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Indústria cultural impacta positivamente no PIB brasileiro

Economia

Participação do setor no Produto Interno Bruto pode chegar até a 2,6%, de acordo com levantamento
publicado: 15/06/2016 14h50 última modificação: 15/06/2016 15h19
Instituto Marlin Azul/Divulgação Mercado formal de trabalho da indústria criativa totalizou 892,5 mil profissionais na última década

Mercado formal de trabalho da indústria criativa totalizou 892,5 mil profissionais na última década

A participação do setor cultural no PIB brasileiro pode variar de 1,2% a 2,6%, de acordo com o Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil, com base nos anos de 2004 a 2013. 

Na última década, o mercado formal de trabalho da indústria criativa totalizou 892,5 mil profissionais dos setores de cultura, consumo, mídias e tecnologia, uma alta de 90% no número de trabalhadores, bem acima do avanço de 56% do mercado de trabalho brasileiro no mesmo período.

Nesse período, foram constituídas 251 mil empresas, um incremento de 69,1% desde 2004, quando eram 148 mil. Com base na massa salarial dessas empresas, estima-se um PIB da indústria criativa de R$ 126 bilhões no período. Em termos reais, um incremento de 69,8%, quase o dobro dos 36,4% do PIB brasileiro.

"É uma visão atrasada não reconhecer o potencial de negócios da cultura. Os trabalhadores criativos vêm ganhando espaço, ano após ano, no mercado de trabalho, gerando renda e movimentando a economia", destaca o gerente de Indústria Criativa do Sistema Firjan, Gabriel Pinto.

O estudo revela que os salários desse segmento chegam a quase três vezes a média brasileira. Enquanto o trabalhador médio ganha R$ 2 mil, o criativo supera os R$ 5,4 mil mensais.

O salário elevado é justificado pela exigência de qualificação e por serem profissionais mais especializados, explica Gabriel Pinto. O ponto positivo desse cenário, na avaliação do especialista da Firjan, é de que há uma evolução do trabalho desse segmento, sinalizando uma tendência.

Ancine

Um exemplo que merece destaque e comprova o vigor do crescimento cultural na atividade econômica é verificado nos números da Agência Nacional de Cinema (Ancine). Apenas as produções audiovisuais foram responsáveis por uma geração de renda de R$ 22,2 bilhões na economia, em 2013. O dado faz parte de um estudo da Ancine realizado entre os anos de 2007 e 2013 e mostra que o valor adicionado pelo audiovisual teve aumento real de 65,8%, uma expansão de 8,8% ao ano. Em 2007, por exemplo, o valor era de apenas R$ 8,7 bilhões.

Devido ao crescimento acelerado, a contribuição do setor, que em 2007 representava 0,38% do valor adicionado total da economia, passou a representar 0,54% em 2013. Essa participação do setor está à frente, por exemplo, das indústrias têxtil e farmacêutica e da produção de produtos eletrônicos e de informática, o que mostra o peso crescente do audiovisual na economia brasileira. A pesquisa se baseou em dados apurados pelo IBGE.


Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Cultura 

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Assunto(s): Cultura, Economia

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