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Defesa e Segurança

Experimento da Aeronáutica mostra evolução do programa espacial brasileiro

por Portal Brasil publicado: 03/11/2011 20:37 última modificação: 28/07/2014 14:35
Divulgação/ Ministério da Defesa O propulsor S43TM foi desenvolvido para compor o segundo estágio do Veículo Lançador de Satélites 1 (VLS-1)

O propulsor S43TM foi desenvolvido para compor o segundo estágio do Veículo Lançador de Satélites 1 (VLS-1)

Com a presença do ministro da Defesa, Celso Amorim, e do comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Juniti Saito, o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) realizou nesta quinta-feira (3), com sucesso, a Operação Uirapuru, ensaio de queima em banco de provas do propulsor S43TM, desenvolvido para compor o segundo estágio do Veículo Lançador de Satélites 1 (VLS-1).

Desenvolvida no Brasil, a família de foguetes VLS tem o objetivo de enviar diferentes artefatos, como satélites, ao espaço. Os foguetes são lançados a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), localizado no estado do Maranhão.

O ministro da Defesa percorreu as instalações do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e conheceu a família de foguetes de sondagem desenvolvidos pela unidade, que, inclusive, já foram exportados para países da Europa.

Foi a primeira visita oficial de Celso Amorim ao local desde que assumiu o cargo, em agosto deste ano. Na ocasião, o ministro destacou a importância estratégica do trabalho, capaz de garantir, no futuro, a necessária autonomia para o acesso ao espaço. “Programas como o VLS, tipicamente nacionais, são indispensáveis para que o Brasil obtenha sua independência tecnológica”, ressaltou.

Durante a visita, o diretor-geral do DCTA, tenente-brigadeiro Ailton dos Santos Pohlmann, fez uma apresentação sobre o órgão e alertou para a necessidade de realização de concurso público para cobrir as vagas que se abrirão por meio de aposentadorias.

Nesta sexta-feira (4), o ministro da Defesa segue para o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), para verificar os trabalhos de modernização da base.

O teste

Durante o ensaio, o processo de queima durou 62 segundos (o tempo previsto). O teste avaliou as modificações realizadas na proteção térmica flexível do domo dianteiro do motor (parte da chamada tubeira móvel) e serviu para determinar, entre outros parâmetros, o impulso específico, o empuxo e a aquisição de dados pelo sistema de telemetria embarcado em vôo,  de modo a permitir a comparação com os dados obtidos pelo sistema de medição em solo. Ao todo, foram registrados 75 parâmetros físicos.


Fonte:
Ministério da Defesa

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