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Defesa e Segurança

Polícia Federal desarticula quadrilhas que traficavam animais silvestres

por Portal Brasil publicado: 02/04/2012 19h32 última modificação: 28/07/2014 16h31

A Polícia Federal (PF) desarticulou quadrilhas que traficavam aves silvestres e exóticas. Deflagrada nesta segunda-feira (2), a Operação Estalo cumpre 62 mandados judiciais em Pernambuco, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Ceará, Amazonas, Santa Catarina, Roraima e Distrito Federal. Mais de 12 mil aves contrabandeadas pelas quadrilhas foram apreendidas em rodovias e aeroportos do País.

As investigações foram iniciadas há mais de um ano, após a constatação de que aves vindas do Equador, Peru e Venezuela estavam sendo contrabandeadas por criadores de canários. De acordo com a PF, esses criadores obtiveram “grandes quantias em dinheiro nas chamadas rinhas”.

Adquiridas nesses países por cerca de R$ 12, as aves eram vendidas no mercado clandestino brasileiro por preços a partir de R$ 130. Nas rinhas, os pássaros eram avaliados de acordo com a habilidade apresentada. Alguns chegavam a valer R$ 100 mil. As apostas chegavam a R$ 50 mil.

A PF informou, em nota, que, como estratégia para promover uma “pseudolegalização” ou “lavagem” do animal, documentos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) eram falsificados ou adulterados e que boletins de ocorrência policial eram usados para justificar a comercialização irregular das aves.

Pelo menos oito dos envolvidos tinham cadastro no Ibama. Alguns chegaram a ser multados pelo órgão, em valores superiores a R$ 30 milhões, por irregularidades como transporte clandestino, comércio ilícito e manutenção em cativeiro. Um policial civil facilitava a entrada das aves no País.

Na lista de crimes cometidos pelos envolvidos estão corrupção ativa, contrabando, receptação, formação de quadrilha, falsificação de selo público, inserção de dados falsos em sistema de informações, além de inúmeros crimes ambientais, cujas penas, somadas, podem chegar a 50 anos de reclusão.

 

Fonte:
Agência Brasil

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