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Militares prestam apoio médico em áreas isoladas da Amazônia

por Portal Brasil publicado: 13/11/2012 12h24 última modificação: 28/07/2014 16h33
Exibir carrossel de imagens Divulgação/Ministério da Defesa Aviões da Força Aérea Brasileira levam atendimento médico à população indígena

Aviões da Força Aérea Brasileira levam atendimento médico à população indígena

Além de proteger a divisa na fronteira do País com a Colômbia e o Peru, uma das missões do 8º Batalhão de Infantaria do Exército Brasileiro no Comando de Fronteira Solimões é prestar atendimento básico de saúde para moradores da região de Tabatinga, no Amazonas.

Os médicos realizam os atendimentos no Hospital de Guarnição do Exército, criado inicialmente para atender as famílias de militares ali lotados, e que é a única opção de serviço médico no local. São cerca de seis mil pacientes atendidos por mês, dos quais metade são crianças.

Como o município fica a uma distância de mais de mil quilômetros da capital do estado, quem não pode arcar com o alto custo das passagens aéreas até Manaus precisa encarar até sete dias de viagem por via fluvial, algo inviável quando se necessita de atendimento médico emergencial. Dessa forma, as dificuldades com o isolamento e de transporte logístico e de material, além da ausência de recursos humanos adequados, exigem esforço redobrado da equipe militar de saúde.

No caso das comunidades indígenas, garante o chefe da Divisão de Clínica Médica do Hospital de Guarnição do Exército, capitão Ivandro Romero, o afastamento dificulta ainda mais o tratamento dos pacientes, em especial no estágio inicial das doenças, quando são maiores as chances de cura. Esses casos exigem superação da equipe de 17 médicos do Exército, que chegam a realizar até 200 atendimentos diários. A enfermagem do hospital conta com 26 profissionais.

Segundo a tenente Savanna Perez, assistente social da unidade, a dificuldade de transferência de doentes em estado grave é um dos principais obstáculos enfrentados pela equipe médica. De acordo com Savanna, é alto o custo do frete de uma ambulância para operação aérea e, como há pouca disponibilidade de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) para atender os municípios do interior, existem casos em que o paciente vai a óbito antes da chegada do socorro.

Além do atendimento em Tabatinga, o Exército também mantém uma equipe de saúde em cada um dos quatro pelotões de fronteira no estado - profissionais também prestam assistência médica à comunidade em geral.

 

Operação Curumim II

Para melhorar a realidade em locais de difícil acesso, está em andamento na região do Alto Solimões e do Alto do Rio Negro a Operação Curumim II, uma parceria entre o Ministério da Saúde com o apoio das Forças Armadas, que visa melhorar o atendimento básico de saúde em aldeias indígenas isoladas.

A ação, que deve durar um mês, prevê atendimento médico para os indígenas, vacinação, distribuição de medicamentos e cesta de alimentos. O objetivo é atender, cerca de seis mil indígenas ao longo desse período.

 

Vila Bittencourt

Outro local de difícil acesso na região é a Villa Bittencourt, um pequeno povoado em plena floresta amazônica que fica distante 50 minutos de avião de Tabatinga.

Lá, os serviços médicos e odontológicos só acontecem quando há operações especiais do governo, como a que aconteceu na última sexta-feira (9), quando profissionais da saúde desembarcaram no lugarejo vindos de diversos pontos do País, em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).

A ação concluiu a primeira fase de apoio do Ministério da Defesa na Operação Curumim II. Com o apoio da FAB, enfermeiros, odontólogos, nutricionistas, farmacêuticos e bioquímicos puderam chegar a alguns desses locais, para prestar atendimento à população indígena, principalmente crianças e gestantes.

Segundo o coronel-aviador Ricardo Neto Hatherly, operações de socorro e evacuação de moradores com necessidade de atendimento médico já fazem parte da rotina dos pilotos da FAB que atuam na Amazônia. De acordo com ele, é difícil vencer as grandes distâncias e as barreiras naturais que caracterizam a região sem o apoio das Forças Armadas.

De acordo com a diretora do Departamento de Atenção à Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Mariana Ferron, a iniciativa não é apenas uma atividade pontual de atendimento básico. “Nossa intenção é mapear a estrutura física dos locais, a organização de farmácia e de redes de frios, para que tenhamos uma rede permanente de assistência mais qualificada”.

Mariana Ferron destaca que parceria entre os ministérios da Defesa e da Saúde vai além do apoio logístico e transporte de medicamentos. A troca de conhecimentos e informações sobre a região, como os dados da navegabilidade dos rios, também são importantes.

 

Fonte:
Ministério da Defesa

 

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