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Defesa e Segurança

Mais municípios com riscos de desastres naturais serão monitorados

por Portal Brasil publicado: 06/11/2012 17h48 última modificação: 28/07/2014 16h33

O monitoramento é feito pela Secretaria Nacional de Defesa Civil 24 horas por dia e permite a realização de ações rápidas de apoio à população

 

A partir de 2013, o número de municípios com alto risco de desastres naturais que são monitorados para prevenção e ações de emergência vai subir de 200 para 286. Esse grupo de municípios sofre principalmente com estiagem ou excesso de chuvas. O monitoramento é feito de Brasília (DF) pela Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), ligada ao Ministério da Integração Nacional, de forma ininterrupta.

Desses municípios, 46 estão na Região Nordeste, que em 2012 enfrentou a pior seca dos últimos 30 anos. Na Região Norte, são 30 os municípios monitorados; e na Região Sul, 59. A maior quantidade de municípios está na Região Sudeste (144), sendo 47 só no estado de São Paulo. A menor quantidade está no Centro-Oeste (7).

O Sul e Sudeste sofrem principalmente com o excesso de chuvas. Em estados como Paraná e Santa Catarina, há registro de vendavais e chuvas de granizo. 

Para apoiar os municípios, cerca de 80 cidades receberão no início do ano que vem picapes 4x4, aparelhos de GPS e computadores. Ao todo, o governo federal vai investir R$ 15,6 bilhões em medidas de prevenção. Somente para combater os efeitos da estiagem no Nordeste, já foram investidos mais de R$ 3 bilhões.  

De acordo com Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), até janeiro de 2013, no Norte e Nordeste, a probabilidade de ocorrência de chuvas está abaixo do normal (40%). Já para o leste da Região Sul, a probabilidade de chover está acima da média. As demais regiões estão dentro do esperado para a época do ano.

Desastres naturais

Em agosto deste ano, foi lançado o Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais, que irá investir R$ 18,8 bilhões em ações de segurança às populações que vivem em áreas onde ocorrem desastres naturais. Serão beneficiados 821 municípios em todo o Brasil, que corresponderam a 94% das mortes e 88% do total de desalojados e desabrigados dos últimos anos.

O plano vai contemplar projetos de mapeamento, monitoramento e alerta, resposta e prevenção a desastres. Para prevenção de inundações e deslizamentos, serão investidos R$ 15,6 bilhões em obras já previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - como drenagem e contenção de encostas e cheias - em 170 municípios de 17 regiões metropolitanas e bacias hidrográficas prioritárias.

Também haverá ações de combate aos efeitos da seca, como a construção de barragens, adutoras e sistemas urbanos de abastecimento de água em nove estados do Nordeste e no semiárido mineiro.

O plano prevê ainda R$ 362 milhões para a expansão da rede de observação com a aquisição de nove radares, 4100 pluviômetros, 286 estações hidrológicas, 100 estações agrometeorológicas, 286 conjuntos geotécnicos e 500 sensores de umidade de solo. Será realizada a ampliação da rede de observação e da estruturação do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Centro Nacional de Gestão de Riscos e Desastres (Cenad), do Ministério da Integração.

Todos os estados terão salas de situação para monitoramento hidrológico pela Agência Nacional de Águas (ANA), que vão emitir alertas de possíveis ocorrências de desastres nas áreas de risco mapeadas. Receberá investimentos também a Força Nacional de Apoio Técnico de Emergência, criada este ano, formada por especialistas de diferentes órgãos federais, como geólogos, hidrólogos, engenheiros, agentes de Defesa Civil e assistentes sociais.

Os 821 municípios selecionados serão mapeados para identificação de áreas de risco de deslizamentos e enxurradas. A partir desses mapeamentos, para os quais estão previstos R$ 162 milhões, os estados irão apresentar projetos de obras de prevenção.

Segundo o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, o investimento em prevenção é para reduzir os custos com resposta aos desastres, que chegou a R$ 1,1 bilhão em obras de reconstrução nos últimos quatro anos. “Estamos agora priorizando a prevenção. Ainda sim, estamos estimando que, até 2014, vamos gastar em ações de reconstrução pelo menos R$ 2,6 bilhões”, acrescentou.

Estão previstos R$ 2,6 bilhões para ações de socorro e restabelecimento de serviços em áreas atingidas. O repasse será feito pelo Cartão Pagamento de Defesa Civil, que permite a compra de material para socorro das vítimas, como alimentos, remédios, tendas e combustível, assim como o pagamento de serviços e do aluguel social. Quando ocorrerem desastres, ainda serão disponibilizados recursos para construção de unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida.

A Força Nacional do SUS, que atua no atendimento de saúde depois de acontecido os desastres, passará a ter 1 mil profissionais, que serão treinados até 2013. Serão criados até três hospitais de campanha, com o estoque de 300 kits de medicamentos para uso em caso de calamidade. Cada kit terá capacidade para atender 1,5 mil pessoas por mês.

 

 

Fonte:
Agência Brasil
Blog do Planalto
Ministério da Integração Nacional
Ministério da Saúde
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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