Defesa e Segurança
Apresentado simulador nacional de guerra eletrônica
O Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (Ccomgex) - em parceria com a Decatron, empresa integradora de soluções em tecnologia da informação - apresentaram na terça-feira (22) o primeiro Simulador Nacional de Operações Cibernéticas (Simoc).
O software cria e planeja treinamentos em um ambiente de rede e dará mais dinamismo e qualidade aos treinamentos de militares em 2013. A ferramenta está inserida nos pilares da Estratégia Nacional de Defesa no que diz respeito ao desenvolvimento de equipamentos e plataformas de guerra eletrônica.
O simulador custou R$ 5 milhões e funciona a partir de acesso por login e senha. Depois dessa etapa, o usuário pode escolher reproduzir uma rede de computador já existente ou criar uma nova. Logo após, é necessário definir o comportamento da rede e estabelecer os treinamentos que serão realizados. O software permite, ainda, a emissão de relatórios técnicos com o andamento de todas as operações realizadas no ambiente virtual.
De acordo com o chefe do Ccomgex, general Santos Guerra, o simulador é resultado de um ano de trabalho de uma equipe de 30 militares e promove a tecnologia nacional, além de ajudar a aumentar o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. “Procuramos competência, com pesquisas em universidades. O Simoc é o melhor, se comparado aos simuladores estrangeiros”. Para ele a resposta no mercado foi mais satisfatória do que vimos em outros países.
O simulador funciona desde novembro do ano passado e, em março deve entrar em uma nova fase. O software permite ensinar situações de ataque e defesa, porém não detecta ações. É um equipamento de treinamento. O software poderá ser adotado em faculdades e universidades de todo o País. “Estará disponível para a entidade que solicitar. O fato é que tem de se tomar cuidado com quem se treina. A pessoa precisa ter um perfil adequado, ser um hacker do bem”, disse o general.
O coordenador executivo do Decatron, Bruno Melo, afirma que o Simoc é um produto flexível, pois permite planejar e criar treinamentos variados. “Os militares poderão treinar em cenários reais, criando cenários de ataque e de defesa”. Os treinamentos contêm exercícios dos mais simples aos mais avançados. “É um simulador virtualmente ilimitado”.
O Exercito Brasileiro vai atuar em situações colocadas pelo Ministério da Defesa e pelo governo. A atuação na defesa cibernética se dará dentro das situações postas pelo Ministério da Defesa ou quando o governo determinar que seja constituída uma equipe para atuar na defesa, segundo informa o coronel Marcio Fava, do Ccomgex, que revelou que o Exército compôs uma equipe que atuou na Rio+20 e que existe a possibilidade de atuar neste ano na Copa das Confederações.
Treinamento
No ano passado, 24 oficiais superiores do Ccomgex realizaram curso de seis meses no qual operaram o Simulador Nacional de Operações Cibernéticas e estão, assim, capacitados para atuar contra as ameaças virtuais do país. Entre elas estão hackers e grupos que se organizam para atacar sites e chamar atenção para causas específicas, além de crimes, espionagem e guerra cibernética.
Para este ano, está previsto mais um curso, mas desta vez com uma turma de sargentos do Exército. No entanto, conforme explicou o general, o Simoc pode ser utilizado de forma remota, aumentando seu escopo de atuação para outras instituições militares no País. “Só é preciso que um instrutor vá até o local a fim de coordenar as atividades do simulador”, afirmou.
Fonte:
Ministério da Defesa
Agência Brasil
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