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Divulgado balanço da Operação Ágata 7

Foram vistoriadas cerca de 42,2 mil veículos e 2,2 mil embarcações na região de fronteira
por Portal Brasil publicado: 22/05/2013 18h53 última modificação: 30/07/2014 00h30

Foi divulgado nesta quarta-feira (22) o balanço dos cinco primeiros dias da Operação Ágata 7. O resultado indicou que as Forças Armadas vistoriaram cerca de 42,2 mil veículos e 2.778 embarcações na faixa de fronteira de 16.886 quilômetros. A ação contou com o maior efetivo de militares e civis já utilizado em operações pelo governo federal. Os 31.263 profissionais  apreenderam 70 quilos de maconha, 18 quilos de cocaína e três quilos de pasta base da droga. 

Houve ainda a realização de Ações Cívicos-Sociais (Acisos) na região Norte. O resultado parcial aponta 25.955 pessoas atendidas e 4.608 medicamentos distribuídos. Até o fim da operação estão previstos atendimentos médico, odontológico e hospitalar em Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, e em Tabatinga, no Amazonas, além de outras localidades que estão sendo definidas pelos comandantes militares da Amazônia (CMA), do Oeste (CMO) e do Sul (CMS).

Instituída como uma das ações do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF) pela presidenta Dilma Rousseff, a operação Ágata é mantida sob o comando do Ministério da Defesa e coordenada pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA). A execução cabe à Marinha, ao Exército e à Força Aérea Brasileira (FAB), com o apoio de 12 ministérios, cerca de 20 agências governamentais, forças policiais e agentes de dez estados e 710 municípios.

Operação Ágata

Em quase dois anos, o Ministério da Defesa, por meio do EMCFA, já realizou seis edições da Operação Ágata. A faixa de fronteira situa-se 150 quilômetros a partir da divisa. Esse território compreende 27% do território nacional onde estão 710 municípios, sendo 122 cidades limítrofes e 588 não limítrofes.

A fronteira tem 16.886 quilômetros de extensão, sendo 7.363 quilômetros de linha seca e 9.523 quilômetros de rio, lagos e canais. São 23.415 quilômetros de rodovias federais. Os estados de fronteira são: Amapá, Pará, Roraima, Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os países vizinhos são: Guiana Francesa, Guiana, Suriname, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Peru, Paraguai, Argentina e Uruguai.

Além do combate a atos ilícitos, a Ágata contempla também Ações Cívico-Sociais (Acisos), que consistem em atividades como atendimento médico, odontológico e hospitalar aos locais onde concentram famílias em situação de pobreza. De acordo com o balanço integrado, as seis edições da Ágata resultaram em 59.717 procedimentos, 18.304 atendimentos médicos e 29.482 odontológicos. Cerca de 9 mil pessoas foram vacinadas e distribuídos 195.241 medicamentos.

Nas seis edições anteriores da Operação Ágata, cerca de 58 mil militares atuaram nas fronteiras, o que representa uma média de quase dez mil pessoas por operação. Como a ação é feita a partir de dados de inteligência, o período e os locais para onde serão enviadas as tropas ainda não podem ser divulgados.

Forças Armadas

Como a operação se desenvolve ao longo de toda a fronteira terrestre, as tropas contarão com os centros montados nos Comandos Militares da Amazônia (CMA), em Manaus (AM); do Oeste (CMO), em Campo Grande (MS); e do Sul (CMS), em Porto Alegre (RS).  Nesses locais atuarão militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. No entanto, as três Forças utilizarão homens e equipamentos das Organizações Militares, além de poder contar com reforço de outras regiões.

A Marinha participa com o uso de navios patrulha fluvial, helicópteros UH-12, navios de assistência hospitalar e lanchas. 

Participam da operação destacamentos operacionais dos fuzileiros navais do Batalhão de Operações ribeirinhas, capitanias fluviais, agências fluviais e destacamentos fluviais.

O Exército emprega aeronaves, além de blindados e veículos leves para o transporte das tropas. A Força terrestre desenvolve ações de bloqueios de rodovias montados em pontos estratégicos da fronteira brasileira. 

 

Fonte:
Ministério da Defesa

 

 

 

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