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Defesa e Segurança

Jornada Mundial da Juventude envolverá mais de 20 mil profissionais na segurança

Policiais, agentes municipais e militares se dividirão nos vários pontos do evento para garantir segurança e bom atendimento
por Portal Brasil publicado: 17/07/2013 16h56 última modificação: 30/07/2014 00h31
Exibir carrossel de imagens Ministério da Defesa

Para garantir a segurança na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), o efetivo de policiais, agentes municipais e militares deverá chegar a mais de 20 mil pessoas. O evento acontecerá no Rio de Janeiro entre os dias 23 e 28 de julho e deverá reunir cerca de 2,5 milhões de pessoas.

Dentre os encontros que mais deverão atrair público para a JMJ estão a Missa de Abertura (na terça-feira, 23, à tarde), a acolhida ao Papa (na quinta-feira, 25, à tarde) e a Missa de Encerramento (no domingo, 28, pela manhã). Os dois primeiros serão  no bairro de Copacabana e, pelo acesso mais fácil, poderão atrair até 2 milhões de pessoas, segundo expectativas dos realizadores do evento. Policiais militares, federais e a guarda municipal farão a segurança no bairro da Zona Sul carioca. O evento terminará domingo no bairro de Guaratiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro, com público esperado de 1,5 milhão de pessoas. A segurança do Papa será feita por policiais federais, policiais rodoviários federais e militares. 

Os contingentes do Exército, Marinha e Aeronáutica deverão atuar na segurança de instalações estratégicas da cidade (como centrais de energia elétrica, telecomunicações e água) e cerca de 5 mil militares protegerão os eventos de Guaratiba. A estratégia do Exército no local da última missa envolve 95 torres de observação e 36 câmeras, que enviarão imagens para um centro de comando e controle próximo.

Segundo a assessoria de comunicação do Ministério da Defesa, a característica de possíveis protestos na JMJ deve ser diferente da que se viu na Copa das Confederações, já que o evento incita menos o surgimento de bandeiras políticas. Há preocupação com manifestações de grupos que discordam de posições da Igreja Católica, mas elas devem acontecer de maneira pacífica e em respeito à multidão que já estará nas ruas acompanhando o evento.

Desde 2012, o governo federal vem investindo em novos centros de controle, treinamentos técnicos, aquisições de equipamentos, controle das fronteiras e integração de instituições de proteção civil. O planejamento destina cerca de R$ 1,9 bilhão do orçamento para a segurança pública até 2014.

Violência contra menores

Por ocasião da Copa das Confederações, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) lançou uma Agenda de Convergência para o reforço da proteção a crianças e adolescentes durante os grandes eventos que acontecerão no Brasil até 2014. Cerca de mil conselhos tutelares do País já estão sendo reequipados com um carro, 5 computadores, uma  impressora, um refrigerador e um bebedouro. 

As melhorias chegaram primeiro às seis cidades-sede da Copa das Confederações (Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza). Os conselhos funcionam em esquema de plantão durante grandes eventos e têm funcionários do Ministério Público, da Defensoria Pública, das Varas da Infância e Juventude e dos Conselhos Tutelares, com coordenação da SDH e do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. 

Para denunciar abusos contra menores e preconceito contra idosos, população LGBT, pessoas com deficiência e em situação de rua, o Disque 100 funciona 24h por dia,  todos os dias da semana, incluindo feriados. O Aplicativo Proteja Brasil também foi lançado pela SDH, Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca) para denunciar abusos contra crianças e adolescentes. 

Para a Copa de 2014, a meta é construir conselhos tutelares de referência nas capitais federais. 

Contra o tráfico de pessoas



Outra preocupação do Governo Federal, especialmente durante grandes eventos, é o tráfico de pessoas. Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 2,4 milhões de pessoas são vítimas de tráfico, para fins sexuais ou de mão de obra. Mulheres e crianças representam cerca de 80% das vítimas. 

Em maio, o Ministério da Justiça lançou, com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e a Rede Globo de Televisão, a campanha Coração Azul, que combate o tráfico de pessoas em dez países. A ONU inaugurou no Brasil o Escritório de Ligação e Parceria do UNODC, que marcará o novo formato de atuação da organização no País - que também cobre Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai - com ênfase em promover a colaboração e o diálogo com países estratégicos da região.

O UNODC implementa medidas determinadas pelas três convenções internacionais de controle de drogas e pelas convenções contra o crime organizado transnacional e contra a corrupção.

Além disso, até 2016, o II Plano de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, do Ministério da Justiça e do Turismo, deve investir R$ 5,9 milhões no setor. O projeto de combate tem 115 metas, incluindo capacitação de 400 agentes e cooperação jurídica internacional, e implantação de 10 novos núcleos e postos de atendimentos.  

Telefones de apoio e emergência:

100 – Secretaria de Direitos Humanos

180 – Central de atendimento à Mulher

181 – Disque Denúncia 

190 – Polícia Militar

191 – Polícia Rodoviária Federal

192 – Serviço Público de Remoção de Doentes

197 – Polícia Civil

198 – Polícia Rodoviária Estadual

199 – Defesa Civil

 

Fontes: 
Ministério da Defesa
Ministério da Justiça

 

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