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Defesa e Segurança

Comandante defende política para desenvolver Amazônia

Interesse estratégico

General-de-Exército Villas Bôas defende iniciativas conjuntas com países vizinhos e destaca relevância estratégica dos recursos naturais da região
por Portal Brasil publicado: 27/09/2013 18h11 última modificação: 30/07/2014 00h31
Jorge Cardoso/Ministério da Defesa Iniciativas conjuntas têm de considerar setores humano, ambiental, de ciência e tecnologia e econômico, disse comandante Villas-Bôas

Iniciativas conjuntas têm de considerar setores humano, ambiental, de ciência e tecnologia e econômico, disse comandante Villas-Bôas

O comandante militar da Amazônia, general-de-exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, destacou a importância da região para a população brasileira e defendeu a adoção de uma política específica para a Amazônia. Segundo ele, colocando a região como foco, é possível implementar projetos que possibilitem seu desenvolvimento.

A manifestação do oficial ocorreu durante exposição na manhã desta sexta-feira, no auditório do Ministério da Defesa (MD), em Brasília (DF). Segundo Villas Bôas, a Amazônia é relevante para o país sob vários aspectos: recursos naturais, integração com países sul-americanos e solução para alguns problemas futuros, como a escassez de água.

Presente à palestra, o ministro da Defesa, Celso Amorim, concordou com o general e completou: “Isso exige atenção do governo. É preciso ter uma discussão maior e uma ação integrada sobre o tema”.

Villas Bôas explicou que as iniciativas conjuntas têm que levar em consideração os setores humano, ambiental, de ciência e tecnologia e econômico. Tudo para que as cerca de 23 milhões de pessoas que vivem na Amazônia (o que corresponde a 12,7% da população total do país) possam ser melhor assistidas. “A presença do Estado é fraca na região”, disse. “Existem lugares onde, muitas vezes, as Forças Armadas são as únicas instituições que conseguem levar assistência à população, principalmente auxílio médico”.

O comandante afirmou, no entanto, que a Marinha, o Exército e a Aeronáutica não devem atuar como substitutos de outras entidades públicas na região, mas sim como suporte para que essas instituições e seus profissionais possam exercer suas funções. “Um dos grandes desafios da Amazônia é fazer com que sua realidade seja conhecida pelas pessoas”, finalizou.

Pan-Amazônia

Ao longo de sua explanação, o general Villas Bôas explicou o conceito de “Pan-Amazônia”. A palavra faz referência aos países que dividem parte de seu território com a região, como é o caso do Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. Ao todo, a delimitação geográfica do conceito é de 7,5 milhões de km², sendo que 65% disso são brasileiros.

De acordo com Villas Bôas, a “Pan-Amazônia” possibilita papel de destaque no processo de integração junto às nações vizinhas. Sobre este assunto, o ministro Celso Amorim, enfatizou que, na Defesa, a cooperação com os países da América do Sul é a melhor dissuasão.

Ao lado do ministro, estiveram presentes o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri; o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, general José Elito Siqueira; e o secretário-geral do MD, Ari Matos Cardoso. A palestra também contou com a participação de outros oficiais das três Forças e de autoridades de diversos ministérios que possuem iniciativas e projetos ligados à Amazônia.

Fonte:

Ministério da Defesa

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