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Defesa e Segurança

Militares sul-americanos participam de curso de tecnologia de defesa

Capacitação

Ao longo do Seminário Sul-Americano de Tecnologia de Defesa, representantes do Brasil e dos demais países da Unasul trocaram experiências e conheceram as inovações brasileiras
por publicado: 04/10/2013 00h00 última modificação: 30/07/2014 00h39

Com o objetivo de estreitar a cooperação sustentável entre as bases industriais de defesa, militares de países sul-americanos participaram de seminário, em Brasília (DF), que discutiu assuntos relacionados a produtos e sistemas na área. Após o término da capacitação, que aconteceu no começo da semana, os “estagiários” visitaram na sexta-feira a II Mostra BID Brasil. Montada no hangar do Correio Aéreo nacional (CAN), na Base Aérea da capital federal, a exposição de produtos permitiu que os oficiais conhecessem as principais iniciativas do setor de defesa brasileiro, de solado de coturnos a satélites e blindados. Ambos os eventos foram promovidos pelo Ministério da Defesa (MD).

Ao longo dos dois dias do Seminário Sul-Americano de Tecnologia de Defesa, representantes do Brasil e dos demais países da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), tais como Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela, trocaram experiências e conheceram as inovações brasileiras.

O evento foi aberto pelo diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Industrial do MD, almirante Wagner Lopes de Moraes Zamith. Na ocasião, o oficial disse que a capacitação, considerada por ele como um “marco”, expressa o desejo do ministro da Defesa, Celso Amorim, de que a América do Sul seja uma zona de paz e cooperação. Como exemplo, o almirante citou a criação de um veículo aéreo não tripulado (vant) regional, que já está em andamento. “Projetos como esse estreitam as relações entre os países”, completou.

Com o seminário, o MD pôde fazer uma radiografia do atual estágio da tecnologia de defesa na região. Apenas a Guiana, Estado-membro da Unasul, não enviou representante. Entre os assuntos debatidos, foi levantada a ideia de desenvolver um grande repositor de dados sobre as bases industriais de defesa dos países. O produto seria usado como plataforma de catalogação.

O almirante Zamith explicou, também, que a iniciativa do seminário deve ter continuidade de uma forma diferente, tratando de medidas concretas entre as nações. E destacou que foi possível conhecer, de maneira transparente, os outros países e identificar necessidades comuns a longo prazo.

Mostra de produtos de defesa
Na manhã desta sexta-feira, os cerca de cem participantes do seminário percorreram a II Mostra BID Brasil. Um deles foi o coronel Ortiz, do Exército do Paraguai. De acordo com o militar, a feira representa oportunidade “produtiva para nós que estamos começando a desenvolver nossa indústria militar”. Ele afirmou, ainda, que seu país está atualmente na fase de compras de equipamentos.

Já para o coronel Sierra O, do Exército da Venezuela, o mais importante do evento é o fato de que “o Brasil está abrindo as portas para que outros países vejam o que estão fazendo”. E destacou que a integração é fundamental neste aspecto.

O delegado pela Venezuela frente ao Conselho de Defesa Sul-Americano (CDS), almirante Reyes Franklin, disse que as propostas apresentadas na BID cumpriram com as expectativas. Para ele, foi agregador ver a cooperação nas áreas de tecnologia e logística industrial nos diferentes níveis de aplicação.

Hoje, a mostra foi aberta pelo ministro, Celso Amorim, que enfatizou "o esforço que tem sido feito para dar apoio à indústria de defesa do país". A BID Brasil acontece até este sábado (05), na Base Aérea de Brasília. No último dia, o evento será aberto ao público em geral.

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