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Defesa e Segurança

Atuação de pioneiros do Para-Sar inspira novas gerações

Continuidade

Grupo celebra 50 anos na sexta-feira (29) com uma solenidade militar e homenagens
por Portal Brasil publicado: 28/11/2013 18h33 última modificação: 30/07/2014 00h38
Divulgação/FAB Desafios, as conquistas e as muitas histórias resgate foram lembradas no encontro

Desafios, as conquistas e as muitas histórias resgate foram lembradas no encontro

“O Para-Sar é para a vida toda”. A afirmação do Capitão de Infantaria Ailton Tobias de Andrade Junior, que deixou o grupo há três anos para trabalhar na Base Aérea do Galeão, representa o sentimento dos cerca de 40 ex-integrantes, entre eles militares da ativa e da reserva, que nesta quarta-feira (27) participam do intercâmbio de gerações. O Para-Sar celebra 50 anos na sexta-feira (29) com uma solenidade militar e homenagens.

Os desafios, as conquistas e as muitas histórias de superação vividas pelos homens que atuam nas operações de busca e resgate foram lembradas no encontro. “O Para-sar não nasceu pronto”, falou o Tenente-Coronel Médico Rubens Marques dos Santos, mais conhecido como “Doc Santos”, um dos pioneiros que falou ao grupo.

De acordo com o médico, a ideia inicial era ter uma equipe médica para dar apoio ao socorro e ao resgate. Entre 1960 e 1963, o grupamento era reunido às pressas para realizar, de improviso, algumas missões. As necessidades operacionais e o êxito nas missões em que os primeiros paraquedistas foram empregados para socorrer vítimas de acidentes aeronáuticos indicaram que seria muito importante existir uma unidade especializada.

Memória viva


O médico e paraquedista foi protagonista de dois episódios ocorridos na década de 60 que entraram para a 
história do grupo e da FAB. Num deles, foi chamado ao aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro,
 e embarcado numa aeronave Albatroz para atender ao acionamento do SAR/RJ para localizar um navio mercante grego. O comandante, idoso, estaria muito mal desde que deixara Buenos Aires, com carregamento de frutas, a caminho da África. Após algumas horas de busca, o navio foi localizado. E agora, o que fazer? “Vou lá ver...”, afirmou o médico. Ele saltou de paraquedas no mar e subiu no navio para socorrer o comandante.

O episódio, que parece lenda, retrata bem a coragem dos integrantes do grupo, característica fundamental que permanece até hoje. “Ele é meu ídolo”, afirma o Tenente Médico Felipe Domingues Lessa, 35 anos, integrante do Para-Sar há 10 anos.

Em 1967, o Suboficial Djalma Lins e Silva, hoje com 83 anos, junto com o Doc Santos e outros dois militares, atuou no resgate do voo 2068 em 1967. O avião C-47 da FAB que caiu próximo a Tefé, no meio da floresta amazônica, estava com 25 pessoas a bordo. A equipe conseguiu resgatar cinco sobreviventes. É com emoção que o Suboficial Lins recorda do momento em que ajudou a remover um colega de farda. “Era choro de cá e choro de lá”, afirma com os olhos marejados sobre o encontro dos amigos. Esta operação deu origem ao dia do Para-Sar, celebrado em 20 de novembro.

o episódios como esse que construíram as cinco décadas de história que inspiram as novas gerações. O Tenente de Infantaria Guilherme Oliveira Kavgias, três anos de Para-Sar, é um deles. Quando criança, ouviu por diversas vezes ouviu do pai o relato sobre a brava atuação dos homens de boné laranja no acidente de avião C-130 Hércules que se chocou contra a Pedra do Elefante em 2001 na cidade onde nasceu, Niterói (RJ). Hoje, membro deste seleto grupo, permanece reverenciando os pioneiros. “Eles são o nosso farol”, define o jovem militar.

Saiba mais

O nome do esquadrão é anterior a criação oficial do grupo, em setembro de 1963. Na época, a FAB conhecia os homens que vestiam macacões laranja e os boots marrons como Para-Sar. O nome indica o emprego de paraquedistas em operações de busca e salvamento. Hoje, eles utilizam o boné na cor laranja, indicativo universal da atividade de busca e resgate.

Fonte:
Força Aérea Brasileira

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