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Defesa e Segurança

Operação Workaholic combate esquema criminoso no Rio

Corrupção

PF desarticulou grupo formado por auditores-fiscais, contadores e empresários. Esquema arrecadou mais de R$ 7 mi em propinas
por Portal Brasil publicado: 13/12/2013 15h33 última modificação: 30/07/2014 00h37

A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (13), a Operação Workaholic, para desarticular grupo criminoso formado por auditores-fiscais do Trabalho, contadores e empresários que há anos atuavam em Petrópolis e cidades adjacentes, como Três Rios e Teresópolis, no estado do Rio de Janeiro. Os integrantes do grupo são acusados de exigir propinas mensais de empresários para afrouxar ou mesmo não realizar fiscalizações trabalhistas. O esquema criminoso arrecadou mais de R$ 7 milhões  em propinas.

Uma equipe de cerca de 70 policiais federais, com apoio de um representante da Corregedoria do Ministério do Trabalho e Emprego, cumpriu 9 mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Federal de Petrópolis contra quatro auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego, três contadores e a esposa de um deles, e ainda de um empresário, nos municípios de Petrópolis, Três Rios, Teresópolis e no Rio de Janeiro.

Investigações apontaram que os acusados agiam exigindo, solicitando e aceitando propinas mensais de empresários, para que fosse atenuado o rigor das fiscalizações trabalhistas ou mesmo para que elas deixassem de ser realizadas, o que prejudicava a classe trabalhadora que não poderia contar com o respaldo do órgão estatal incumbido de fiscalizar a observância de seus direitos pelos empregadores. Também foram encontrados indícios de que recolhimentos dos empresários junto ao FGTS eram sonegados em razão do esquema criminoso.

Os particulares envolvidos participavam da quadrilha arrecadando mensalmente os valores de propinas, que eram repassadas aos servidores públicos. Em apenas uma das contas bancárias que recebiam os valores fruto do ilícito, bloqueada judicialmente nesta sexta, estão depositados cerca de R$ 7 milhões. Os presos responderão, de acordo com suas participações, pelos crimes de formação de quadrilha, concussão e corrupção, cujas penas máximas somadas podem ultrapassar 23 anos de reclusão.

Fonte:

Polícia Federal

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