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Defesa e Segurança

Senado discute escolha dos 36 novos caças da FAB

Força Aérea

Entre os benefícios da aquisição dos caças para a sociedade brasileira está o desenvolvimento da indústria nacional
por Portal Brasil publicado: 28/02/2014 18h05 última modificação: 30/07/2014 01h54

O Comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), Tenente-Brigadeiro do Ar Juniti Saito, e o Brigadeiro do Ar José Augusto Crepaldi Affonso, Presidente da Comissão responsável pelo Projeto F-X2 (Copac), participaram, na manhã dessa quinta-feira (27), de Audiência Pública da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), com o objetivo de discutir a recente decisão do governo de comprar 36 caças supersônicos Gripen NG.

Na audiência, o Tenente-Brigadeiro Saito ressaltou que um dos maiores benefícios da aquisição dos caças para a sociedade brasileira será o desenvolvimento da indústria nacional. “O Gripen NG foi negociado com o compromisso de transferência de tecnologia necessária para a capacitação do parque industrial aeroespacial brasileiro. Todas as aeronaves que faziam parte do Projeto atendiam às necessidades da FAB, mas o caráter de protótipo Gripen NG possibilita o envolvimento do Brasil no desenvolvimento do projeto, o que dará à industria nacional e à FAB um acesso sem precedentes a todos os níveis de tecnologia”, explicou o Comandante.

Com um montante avaliado em US$ 4,5 bilhões, a serem pagos a partir de 2023, quando acontece a entrega da última aeronave, o processo de decisão contou com uma avaliação detalhada sobre as aeronaves, empresas e benefícios para a sociedade. “Nossos critérios foram concentrados na performance, no preço e na transferência de tecnologia. A escolha do Gripen NG levou quase 20 anos para ser concluída e deu origem a um relatório de 30 mil páginas de estudos detalhados, apurado por uma equipe altamente qualificada”, destacou o Brigadeiro Crepaldi.

As negociações do contrato com a Saab, que determina valores, prazos, obrigações da empresa e demais detalhes do negócio, seguem durante todo o ano de 2014 e deve ser assinado na segunda quinzena de dezembro. Com previsão de 80% da produção da aeronave no Brasil e acesso total ao sistema, o processo de escolha levou em consideração aspectos como técnico operacional, logístico, indústria e força comercial. “Não há defesa eficiente sem a participação da indústria nacional. Com o Gripen NG o Brasil dará o primeiro passo para o desenvolvimento de um caça de 5ª geração, além de permitir o domínio de novas tecnologias e, posteriormente, exportar tecnologia”, destacou o Presidente da Copac.

O Presidente da CRE, Senador Ricardo de Rezende Ferraço destacou especialmente a garantia contratual da propriedade intelectual. “O ponto mais positivo da escolha foi que a Saab garantiu capacidade de atuar  no software da aeronave, basicamente acesso ao código fonte, elemento fundamental para o desenvolvimento da indústria nacional”, declarou.

Sobre o status da defesa do espaço aéreo brasileiro enquanto o Brasil espera pela chegada das primeiras aeronaves, em 2018, o Brigadeiro Saito lembrou que os caças A-1 e F-5 modernizados cumprirão essa função e ainda destacou uma parceria que existe com a Força Aérea Sueca para reforçar o poder operacional do Brasil. “Recebemos o compromisso do Comandante da Força Aérea Sueca que o país nos emprestará aeronaves Gripen C/ D a partir de 2016, para suprirmos a demanda de defesa aérea do país. Mas nossos A-1 e F-5 estão prontos e capacitados para continuar em atividade até depois de 2025”, ressaltou.

Para a requerente da Audiência, a senadora Ana Amélia, a sessão só reforçou as características que a FAB manteve durante todo o processo de escolha. “Transparência, ética, profissionalismo e qualidade de um serviço bem prestado para com todos os brasileiros. E esse é um assunto em que há a necessidade de uma continuidade no investimento, especialmente porque não há como prever o ganho do Projeto F-X2 para a sociedade, seja no legado econômico, industrial, ou científico e tecnológico”, afirmou a senadora.

Fonte:
Força Aérea Brasileira

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