Defesa e Segurança
Capitania dos Portos do Paraná auxilia pesquisas oceanográficas da UFPR
Monitoramento ambiental
Em 17 de dezembro de 2013, a Capitania dos Portos do Paraná (CPPR) apoiou o lançamento da primeira boia meteoro-oceanográfica na costa paranaense, marcando o início das atividades do sistema de monitoramento de parâmetros ambientais costeiros da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
O equipamento foi lançado nas proximidades do Canal da Galheta, principal acesso ao Porto de Paranaguá e seu posicionamento seguiu regras de navegação e orientações da Marinha do Brasil.
Composto por três boias, o sistema completo deverá ser instalado até 2015. “Graças à Capitania dos Portos tivemos condições de colocá-la na água”, afirmou o professor Eduardo Marone, da área de oceanografia física do Centro de Estudos do Mar (CEM) da UFPR. Segundo a Diretora do CEM, Professora Doutora Eunice da Costa Machado, “sem o apoio da Capitania a conclusão do projeto não seria possível”.
Antes de ser lançada ao mar, a boia permaneceu na sede da CPPR para ser montada. Nesse período, alunos e professores do CEM visitaram o local para verificação da tecnologia empregada. A implantação da boia na costa paranaense é resultado de um processo iniciado há quatro anos.
“Avaliamos a tecnologia que seria utilizada para, então, montarmos a proposta de aquisição, iniciarmos o processo de licitação, a compra do equipamento e a importação das peças. No futuro, será usual ter esse tipo de boia ao longo da nossa costa”, declarou o professor Marone que, junto com os professores Maurício Noernberg e Marcelo Dourado, integra o Grupo de Física Marinha do CEM, responsável pelo projeto.
Pesquisas
A boia meteoro-oceanográfica possui sensores meteorológicos que captam informações sobre velocidade e direção do vento, temperatura do ar e da água, pressão, radiação solar, correntes e marés, além da salinidade do mar. Sua instalação na costa facilitou os procedimentos para a captação de dados. Anteriormente, os pesquisadores da UFPR precisavam sair ao mar transportando instrumentos para coletar dados que, muitas vezes, não forneciam informações em tempo real. A partir de agora, os registros serão disponibilizados diretamente para os pesquisadores em seus laboratórios e, posteriormente, também para a comunidade, na internet.
“Ter as informações no momento em que elas estão ocorrendo facilita muito e é um importante diferencial para as pesquisas. Nos últimos 20 anos, os estudos tem ido ao encontro da Oceanografia Operacional, que fornece em tempo real o que está acontecendo no mar”, explicou o professor Marone.
Fonte:
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil






