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Defesa e Segurança

PF desmancha quadrilha de lavagem de dinheiro

Investigação

Operação cumpre mandados de prisão para prender suspeitos de movimentarem mais de R$ 300 milhões em 46 empresas fictícias
por Portal Brasil publicado: 22/05/2014 12h58 última modificação: 30/07/2014 01h50

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (22) com o apoio da Receita Federal, a Operação Sustenido para desmantelar uma organização criminosa que praticava os crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas há mais de três anos.

Para a deflagração da operação foram empregados 140 policiais federais e 22 servidores da Receita Federal. Estão sendo cumpridos seis mandados de prisão preventiva, 28 mandados de prisão temporária, seis mandados de condução coercitiva e 43 mandados de busca e apreensão nas cidades de Foz do Iguaçu/PR e Medianeira/PR.

A quadrilha, com base em Foz do Iguaçu/PR e no Paraguai, contava com o apoio de empregados de instituições financeiras de Foz do Iguaçu, além de dezenas de pessoas físicas que, em troca de remuneração, deliberadamente, emprestaram seus nomes para a constituição de cerca de 46 empresas fictícias. Em curto lapso temporal, as contas dessas empresas movimentaram grande quantia de dinheiro ilegal, estimado em mais de R$ 300 milhões.

Durante nove meses de investigação, apurou-se que o responsável pelas 46 “empresas fantasmas” e “de fachada” pagava boletos bancários de duas grandes empresas de Foz do Iguaçu/PR. Como compensação, os proprietários dessas empresas disponibilizavam o valor correspondente ao pagamento dos boletos numa outra grande empresa desses proprietários, sediada no Paraguai (uma sociedade anônima paraguaia). No país vizinho, o dinheiro correspondente ao pagamento dos boletos era transferido da sociedade anônima para uma casa de câmbio paraguaia e, em seguida, desta para lojistas e traficantes paraguaios. Após receber o dinheiro, os traficantes enviavam mercadorias e drogas para os empresários e traficantes brasileiros que haviam remetido o dinheiro para as 46 empresas fictícias.

Os envolvidos serão processados pela prática dos seguintes delitos: organização criminosa transnacional, fazer/operar instituição financeira sem autorização, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

O nome da operação é uma referência à teoria musical, visto que o “sustenido” é uma nota intermediária entre duas outras notas e, assim como o “sustenido”, a organização criminosa representava um grupo intermediário, mais precisamente um elo entre o Brasil e o Paraguai. A organização era responsável por lavar vultosa soma de dinheiro ilegal enviada por diversas pessoas físicas e jurídicas dos mais diversos estados do Brasil e também se incumbia de enviar esse mesmo dinheiro para o Paraguai.

Fonte:

Polícia Federal

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