Defesa e Segurança
Força Aérea realiza missão de reconhecimento em Manaus
Bandeira Nacional
Unidades da Força Aérea Brasileira em Manaus (AM) trabalham em conjunto para cumprir a missão da troca da Bandeira Nacional no Pico da Neblina.
Na última segunda-feira (17), a Unidade Celular de Intendência (UCI) e o Esquadrão Harpia (7°/8° GAV) realizaram uma missão de reconhecimento no local planejado previamente para a montagem do acampamento na base da montanha mais alta do Brasil.
O objetivo foi verificar a disponibilidade de pouso do helicóptero H-60 Black Hawk para o desembarque do material necessário para erguer as barracas e acolher o grupo de 13 militares do Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial de Manaus (BINFAE-MN) que estão caminhando no meio da mata.
Eles chegarão no ponto, chamado de Bacia do Gelo, no terceiro dia da jornada, previsto para quarta-feira (19).
A área fica a 1.997 metros de altura. A partir desse ponto o frio intensifica e o corpo começa a sentir os efeitos do ar rarefeito.
O apoio para o pernoite antes da última, e mais difícil, etapa da escalada será fundamental para a recuperação dos militares.
“Colocar o material adequado no lugar certo permite oferecer mais qualidade de vida para o combatente”, explica o chefe da UCI, Tenente Adson Mendes de Almeida.
“A gente tem que estar pronto para cumprir a missão com qualquer cenário. Se não fosse possível pousar teremos que descer o material de guincho”, analisa.
De difícil acesso, entre dois paredões de pedra, a região impõe restrições para a operação do helicóptero.
“Demanda muito planejamento em relação a capacidade de peso da aeronave. É tudo contabilizado na ponta do lápis”, afirma a comandante da aeronave, Tenente Déborah de Mendonça Gonçalves, primeira piloto brasileira de Black Hawk.
A preocupação da tripulação com o peso que o H-60 poderá levar está diretamente relacionada com a altitude. A distância é curta, cerca de 20 milhas (36 km) para atingir o Pico, contornando as montanhas, porém, a altitude de 2.400 metros (8 mil pés) tem ar rarefeito.
“O motor trabalha com ar. Quanto mais alto, menos ar. Então precisa de mais potência para manter a rotação”, explica.
Considerando a dificuldade de acesso, a temperatura e, principalmente, a meteorologia que muda a todo instante, esta é uma das missões mais difíceis.
“Estamos acostumados a operar na Amazônia, mas aqui é diferente de tudo. É montanhoso e as nuvens se movem com uma velocidade impressionante na região do Pico”, finaliza observando a camada baixa de nuvens, enquanto aguarda a meteorologia mudar para permitir a decolagem.
Experiência amazônica
Com 14 anos de experiência em operações na região amazônica, o Sargento Neiel da Costa Silva, já vivenciou as situações mais diversas.
A mais desafiadora foi durante a Ágata 4, quando um hospital de campanha da Força Aérea Brasileira foi instalado sobre uma balsa e percorreu o Rio Negro realizando cerca de 3 mil atendimentos médicos as comunidades ribeirinhas.
“Precisamos adaptar para que o material das barracas pudessem ter resistência ao calor da superfície da balsa”, recorda Neiel. Após o período da operação, o hospital sobre a balsa ainda ficou por 60 dias atendendo a população de Carreiro da Várzea que sofreu com uma das maiores cheias do rio.
Pico da Neblina
A Bandeira Nacional está localizada no Pico da Neblina. A montanha tem altura de 2.994 metros e está situada na Serra do Imeri, próxima à fronteira com a Venezuela. É o ponto mais alto do território brasileiro.
Fonte:
Força Aérea Brasileira
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