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Defesa e Segurança

Debate sobre pré-cheia reúne entidades em Rondônia

Mudanças climáticas

Técnicos presentes no evento debateram assunto em encontro no Centro Regional do Sipam de Porto Velho (RO)
por Portal Brasil publicado: 18/12/2014 17h41 última modificação: 18/12/2014 17h41

Cerca de 100 pessoas participaram durante a última terça-feira (16) do Seminário Pré-Cheia 2015 realizado pelo Centro Regional do Sipam de Porto Velho.

Neste ano, a atividade trazia uma preocupação maior entre os participantes, tendo em vista a cheia histórica registrada em 2014 no Rio Madeira, atingindo a marca histórica de 19,74m. 

Os técnicos do Sipam e do CPRM alertaram que as chuvas deverão permanecer acima da média para o período de dezembro, janeiro e fevereiro, porém, dentro da normalidade.

Uma vez que ainda é cedo para descartar os riscos ocasionados com a natural elevação dos níveis dos rios nesta época do ano na região (especialmente observadas nas Bacias dos rios Beni, Mamoré e Guaporé, Madeira e outros).

Buscando um parâmetro para o que se entende como normalidade, a coordenadora Operacional do Sipam de Porto Velho, Ana Cristina Strava, explicou que para o Rio Madeira a estimativa para o mês de março (normalmente o período em que as cheias atingem o auge) é de uma cota entre 15 e 16,20 metros.

Ao final do encontro ficou agendada uma nova reunião por videoconferência no dia 22 de janeiro de 2015, quando participarão entidades reunidas em Brasília, Acre e Rondônia.

Nessa ocasião, novos cenários poderão ser traçados à luz dos prognósticos climáticos da meteorologia do Sipam.

Realizado desde 2006, o evento busca promover o encontro entre os diversos setores e esferas de governo e os órgãos responsáveis pelas ações de defesa civil, gestão e monitoramento de recursos hídricos e as instituições de pesquisa e fiscalização dos Estados do Acre, Rondônia e Mato Grosso, com vistas à troca de experiências e elaboração de estratégias para o próximo período de cheia.

Segundo o Coordenador-Geral de Monitoramento e Operação, do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD), Marcus Suassuna Santos, este foi o início mais efetivo do processo de planejamento envolvendo diversos órgãos para a cheia 2014/2015, “tivemos como encaminhamento adotar uma sequência de reuniões para fazer o acompanhamento ao longo da evolução dos níveis dos rios e para fazer com que os órgãos de defesa civil se articulem para trabalhar de um modo mais harmônico, rápido. Acredito que começamos bem o processo, mas ele não concluiu aqui.” 

O Coronel Rodrigues do Corpo de Bombeiros de Rondônia avaliou como muito positivo o Seminário.  “Falamos de pré-cheia, não querendo cheia, mas com um estudo preparatório para ela, isso é interessante e o Sipam capitaneando isso com vários órgãos.

Tem que agradecer mesmo, se o nosso braço era um pouco, se reforça cada vez mais, porque os parceiros vêm e somam conosco.” O representante estadual também enfatizou a preocupação dos municípios em querem auxiliar e a contribuição dos diversos órgãos, que demonstraram suas expertises.

“O Sipam sempre foi um celeiro de informações, e trazer essa discussão para cá, eu creio que só ganhamos, é uma terça-feira que vai somar e crescer”.

Há 26 anos no Corpo de Bombeiros, o coordenador Estadual da Defesa Civil do Acre, coronel Gondin, explica que a cheia registrada em 2014 foi a que mais causou impacto no estado, tendo em vista a interdição na BR-364, único acesso terrestre entre Acre e Rondônia. 

No evento, o principal objetivo era colher informações junto às várias instituições participantes e sobre as previsões meteorológicas, em especial quanto aos possíveis impactos na rodovia.

O Secretário de Meio Ambiente e Coordenador de Defesa Civil do Município de Nova Mamoré, Flavio Conesuque Filho, “a questão de planejamento para Nova Mamoré são os riscos de isolamento que existiram no passado e que hoje não estão fora de cogitação.

Temos apenas uma BR, a que liga o Estado do Acre, e os dois municípios (Nova Mamoré e Guajará-Mirim) sofreram demais com a situação do isolamento. Subiu o preço dos produtos, o município deixou de arrecadar e as pessoas dentro das fazendas ficaram totalmente ilhadas.

Fonte:
Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia

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