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Defesa e Segurança

Aeronáutica realiza migração satelital do sistema Telesat

Tráfego aéreo

Este é primeiro processo de troca de satélite desde que sistema foi implantado no Brasil, nos anos 1990
por Portal Brasil publicado: 06/02/2015 14h30 última modificação: 06/02/2015 14h30

A Aeronáutica conclui neste mês a última etapa do projeto de migração satelital do sistema Telesat, que interliga equipamentos usados no controle do tráfego aéreo brasileiro.

Este é o primeiro processo de troca de satélite desde que o sistema foi implantado no Brasil, nos anos 1990.

No total, serão reapontadas para o novo satélite 111 estações (antenas) em todo o território nacional.

“O satélite tem vida útil. O Embratel/StarOne B4 está entrando em processo de desativação. Estamos migrando para o Embratel/StarOneC3, um novo satélite que está em órbita em uma nova posição orbital”, explica o chefe da divisão técnica do Parque de Material de Eletrônica da Aeronáutica (PAME), Coronel Engenheiro Waldir Galluzzi Nunes, que gerencia o processo.

Com o reapontamento das antenas na região Norte, a Aeronáutica finaliza um trabalho iniciado ainda em dezembro. Antes disso, foram três meses de planejamento para não impactar o funcionamento dos sistemas.

“A preparação de todo esse processo envolveu planejamento exaustivo no balanceamento de redes e previsão de todos os possíveis problemas para que o reapontamento de cada equipamento não causasse nenhum impacto ao tráfego aéreo”, afirma o responsável.

A rede satelital é uma das redes de comunicação que suporta os sistemas de controle do tráfego aéreo. Para não interromper a operação, enquanto um equipamento é redirecionado, outros suportes de comunicações permitem que as informações entre os diversos órgãos de controle de trafego aéreo sejam realizadas.

“A operação é realizada com o máximo de segurança, dentro de suas respectivas janelas de manutenção”, detalha o Coronel.

Além do reapontamento, os técnicos do PAME realizam readequações dos equipamentos, como intervenções técnicas e reconfigurações. Eles trabalham em conjunto com técnicos dos Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (CINDACTA), localizados em Brasília, Curitiba, Recife e Manaus, e do Serviço Regional de Proteção ao Voo (SRPV), que cuida do tráfego aéreo no eixo Rio-São Paulo.

Fonte:
Força Aérea Brasileira

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