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Defesa e Segurança

Ministro destaca presença das Forças Armadas na Amazônia

Defesa nacional

Jaques Wagner também defendeu a continuidade dos projetos estratégicos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica
por Portal Brasil publicado: 04/03/2015 11h01 última modificação: 04/03/2015 11h01

O ministro da Defesa, Jaques Wagner, visitou o Comando Militar da Amazônia (CMA). Foi o primeiro quartel do Exército que Wagner conheceu desde que assumiu o cargo no início de janeiro. 

“Vocês militares, em muitos lugares, são a única presença do Estado. As Forças Armadas que trabalham na região amazônica tem um sentimento de brasilidade e utilidade muito grande.” 

Wagner também declarou que é preciso mostrar o que vem sendo feito pelos militares. “Seja no Nordeste com os carros-pipa, ou no hospital em São Gabriel da Cachoeira (AM) ,onde 70% dos atendimentos são para civis, muitos deles indígenas. Se não é nossa função primeira, temos que entender que isso também nos leva ao coração da sociedade.”

O ministro defendeu a continuidade dos projetos estratégicos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. De acordo com ele, “mesmo uma pátria que não sofre ameaças de guerra como o Brasil precisa de investimentos em defesa para manter a integridade e a soberania nacional”.

Em rápida conversa com jornalistas que acompanharam o evento, ele explicou que está trabalhando para garantir esses programas, mesmo o contingenciamento previsto para o orçamento federal.

Visita

O evento teve início com formatura no pátio do CMA. Depois, o ministro Jaques Wagner foi até à Base Jaguatirica – localizada nas dependências do Comando Militar da Amazônia e onde são ministradas técnicas de sobrevivência na selva, como coleta de água em cipó.

Logo após, Wagner assistiu à palestra ministrada pelo general Theóphilo, na qual ficou a par de aspectos da região e responsabilidades a cargo da organização militar. Atualmente, o CMA conta com cerca de 20 mil militares da ativa, espalhados pelos estados da Amazônia, Acre, Roraima e Rondônia.

O efetivo do CMA atua numa faixa de 9.925 km de fronteira terrestre com nove países da América do Sul. Participa de operações de monitoramento transfronteiriço, como a Ágata, além de outras iniciativas em conjunto com órgãos de segurança pública e agências governamentais.

Realiza, ainda, proteção de estruturas estratégicas, a exemplo da Usina Hidrelétrica de Jirau. Os integrantes desse Comando fazem parte de tropas de pronta-resposta altamente especializadas. “Nós temos que assumir a Amazônia. Essa é a maior responsabilidade do povo brasileiro”, declarou Theóphilo.

Fonte:
Ministério da Defesa 

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