Defesa e Segurança
PF desarticula esquema de falsificação de diplomas no Rio
Ensino superior
A Operação Papiro foi deflagrada pela Polícia Federal com o objetivo de desarticular esquema criminoso de venda ilegal de certificados de conclusão de ensinos fundamental e médio e de cursos técnicos no Rio de Janeiro. O falsificador foi preso em Governador Valadares (MG), onde também foi cumprido mandado de busca e apreensão.
A investigação teve início em outubro do ano passado, em conjunto com o Ministério Público Federal, devido a inúmeras pessoas estarem apresentando diplomas e históricos escolares falsos de cursos técnicos no CREA. No inquérito, apurou-se que o falsificador dos documentos publicava anúncio em jornal de grande circulação, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O falsário identificava-se no anúncio de jornal como sendo “Professor”.
As pessoas interessadas ligavam para o anunciante, que se comprometia a entregar a documentação falsa. O “Professor” cobrava de R$ 300 a R$1.200 pelo documento falsificado. Estima-se que ele arrecadava mensalmente R$ 15 mil dos clientes, somente no Rio de Janeiro. O preso providenciava a documentação em Governador Valadares (MG) e, de lá, remetia os diplomas, via postal, a entregadores no Rio de Janeiro. Foi, verificado, ainda, que havia compradores em Salvador (BA).
No decorrer do inquérito, houve uma prisão em flagrante pelo crime de receptação, quando policiais federais flagraram a entrega de um certificado de ensino médio falso ao comprador, no Bairro Bangu, na capital fluminense. Em tal caso, até mesmo o comprovante de publicação da conclusão do curso no Diário Oficial do Estado tinha sido falsificado.
A depender da especificidade das condutas, os compradores dos certificados/diplomas fictícios poderão responder pelos crimes de receptação ou uso de documento falso.
O preso deverá ser indiciado pelos crimes de falsificação de documentos públicos, bem como por participar e instigar a utilização de documentos falsos perante o CREA. Trata-se de um ex-policial civil do Rio de Janeiro que responde a processo criminal por crime de roubo junto, sendo considerado foragido da Justiça.
As investigações irão prosseguir após as investigções de hoje, a fim de verificar a participação de outras pessoas na empreitada criminosa e identificar outros compradores dos documentos falsos.
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