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Defesa e Segurança

Brasil celebra Dia Internacional dos Peacekeepers

Missão de Paz

A data é comemorada em referência à criação da operação das Nações Unidas para supervisão do cessar-fogo na guerra árabe-israelense, em 1948
publicado: 29/05/2015 16h57 última modificação: 29/05/2015 18h18

Nesta sexta-feira (29) é comemorado o Dia Internacional dos Peacekeepers. A data remete ao ano de 1948, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) autorizou o estabelecimento da primeira operação de manutenção da paz para monitorar o cessar-fogo entre árabes e israelenses.

Oito anos depois, em 1956, o Brasil enviou seus homens, os "boinas azuis", militares que participam de missões de paz da ONU, para evitar confrontos entre Egito e Israel. Nascia, assim, a participação brasileira em missões no exterior que dura até os dias atuais.

Leia a íntegra da ordem do dia:

“No dia de hoje, o mundo todo presta um tributo coletivo aos capacetes azuis das Nações Unidas, estes homens e mulheres que empregam sua coragem, seu auto sacrifício e seu mais altruísta senso de dever em nome da paz.

Essa jornada começou no dia 29 de maio 1948, quando observadores militares foram enviados para monitorar o acordo de cessar fogo entre Israel e seus vizinhos árabes, naquela que ficou consagrada, em retrospectiva, como a primeira Missão de Paz das Nações Unidas.

Desde então, 69 missões de paz da ONU foram desdobradas, em um esforço conjunto que já mobilizou centenas de milhares de militares e dezenas de milhares de policiais e de civis.

Estes heróis, provenientes de mais de 120 países contribuintes, tornam-se, no exercício de suas missões como mantenedores da paz, verdadeiros cidadãos do mundo.

A participação em operações de paz da ONU vem-se consagrando como uma das mais importantes facetas do engajamento brasileiro em nome da paz e da segurança internacional.

O Brasil se orgulha de sua contribuição para as operações de paz das Nações Unidas.

Nossos capacetes azuis são reconhecidos por seu profissionalismo e preparo, e também por seu humanismo e empatia em relação às populações locais.

Atualmente, os peacekeepers brasileiros trabalham em 10 das 17 operações de paz da ONU, e isso significa tanto um grande reconhecimento quanto uma grande responsabilidade.

A liderança no Haiti oferece valiosa oportunidade de aprendizado e de aprimoramento de nossas capacidades.

O comando do componente militar da missão de estabilização da ONU naquele país, a Minustah, há mais de dez anos, vem permitindo ao Brasil demonstrar sua capacidade de gerenciamento de conflitos de forma diferenciada com resultados significativos.

Por meio do comando da Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas do Líbano, a (Unifil) , e de seu navio-capitânia, mantido com considerável esforço logístico, o Brasil contribui significativamente para a segurança de uma região sensível e estratégica.

Além disso, adquire uma visão de mundo distinta, que lhe permite melhor avaliar os riscos do presente e as oportunidades de atuação em futuras missões.

A Missão das Nações Unidas de Estabilização na República Democrática do Congo, a (Monusco) , tem inédito mandato robusto de uso da força de seu componente militar, focado na proteção de civis e comandado pelo General brasileiro Santos Cruz.

Consciente da necessidade de atualização decorrente da evolução dos conflitos e ameaças contemporâneos, o Brasil engaja-se também no processo de revisão das operações de paz da ONU, ora em curso, seja por meio de sugestões de aperfeiçoamento normativo, como foi o caso da proposta do conceito de “responsabilidade ao proteger”, seja por sua contribuição para o Painel de Alto Nível sobre Operações de Paz.

No Brasil, contamos com o Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), cuja excelência em termos de preparo é reconhecida internacionalmente.

Nos últimos dez anos, o CCOPAB já recebeu mais de 24 mil alunos – muitos vindos de diversos países – para cursar os estágios que vão desde a preparação para missões individuais e de contingentes até estágios temáticos como o de desminagem humanitária ou o de coordenação civil-militar.

Neste ano, o Centro realizará a primeira edição do Curso de Proteção de Civis, em uma iniciativa que dialoga muito positivamente com as necessidades e os mandatos das operações de paz contemporâneas.

Por meio de seus peacekeepers, o Brasil irradia a paz e leva ao mundo o que tem de melhor.

Neste 29 de maio, presto homenagem aos capacetes azuis brasileiros – militares, policiais e civis que, comprometidos com a construção da paz , elevam o nome da nação brasileira no cenário internacional.

Ministro de Estado da Defesa, Jacques Wagner”

Missões de Paz

Atualmente, o País tem distribuído pelo mundo mais de 1,7 mil militares.  O quantitativo é composto por militares das três Forças Armadas, além de policiais e bombeiros, e contribui para estabelecer a presença e estreitar o apoio do Brasil a nove nações: Chipre, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Haiti, Líbano, Libéria, Saara Ocidental, Sudão e Sudão do Sul.

Os militares brasileiros atuam, por exemplo, na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah), na Força-Tarefa Marítima (FTM) da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil)  e na Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (Monusco).

Fontes:

Ministério da Defesa 
FAB 


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