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Defesa e Segurança

Brasil e Suécia realizam intercâmbio tecnológico

Caças Gripen

Cientistas e engenheiros brasileiros farão intercâmbio na Suécia para treinamento de tecnologia de defesa e segurança
por Portal Brasil publicado: 28/05/2015 17h25 última modificação: 28/05/2015 18h35
Foto: Jorge Cardoso Secretária-geral afirmou que a visita é um passo importante para aproximar ainda mais as relações entre Brasil e Suécia nas áreas estratégicas

Secretária-geral afirmou que a visita é um passo importante para aproximar ainda mais as relações entre Brasil e Suécia nas áreas estratégicas

O envio de 250 cientistas, engenheiros e técnicos brasileiros à Suécia para treinamento e conhecimento de tecnologia dos caças Gripen foi pauta de encontro entre o vice-ministro da Defesa da Suécia, Jan Salestrand com assessores do ministro da Defesa, Jaques Wagner. No Ministério da Defesa, Salestrand conheceu a estrutura da pasta e também pôde estreitar parcerias estratégicas no setor.

Para secretária-geral do Ministério, Eva Chiavon, a visita foi um passo importante para aproximar ainda mais as relações entre Brasil e Suécia nas áreas estratégicas. “A nossa necessidade em estreitar a cooperação entre os países é importante na medida em que as tratativas feitas até aqui em todas as áreas e, em particular, um acordo já assinado com a nossa Força Aérea, está embutida à necessidade de trocarmos e avançarmos no desenvolvimento de tecnologias”, disse.

Para Eva Chiavon, o aprendizado adquirido no processo de troca de experiências, no caso do contrato dos Gripen com a Suécia, é fundamental, principalmente para os técnicos brasileiros no desenvolvimento de equipamentos e sistemas cada vez mais avançados. "Isso vai nos possibilitar sermos mais eficazes, eficientes e efetivos na nossa política e estratégia de defesa”, acrescentou.

Na ocasião, Jan Salestrand aproveitou para reforçar a questão do contrato do Programa F-X2, assinado em 2014 entre a Aeronáutica e o Ministério da Defesa sueco, que prevê a ida de cientistas, técnicos e engenheiros brasileiros, para a Suécia. Neste cenário, deve existir outro acordo de preservação do sigilo. O PSI (Project Security Instructions – sigla em inglês) é o documento que ampara e protege a troca de informações sigilosas entre os dois países. O termo será produzido pelo Comando da Aeronáutica e deverá ser assinado pelas partes.

O vice-ministro explicou, também, que, por algum tempo, a Suécia não estava dando atenção suficiente para as suas Forças Armadas, mas com a atual situação vivenciada pelo país com relação à Rússia e Ucrânia, o setor passou a ocupar papel de destaque na agenda do governo.

“Nosso foco principal está nas questões de segurança e defesa, que, atualmente, são muito mais incluídas na agenda do governo”, afirmou. Nesse contexto, segundo ele, é que o Programa Gripen desponta como tema de interesse. “Desta forma, espero que possamos finalizar o nosso contrato com o F-X2, pois têm muitos engenheiros brasileiros indo para o nosso país participar do projeto.”

Ao final da reunião, o general De Nardi acrescentou que o Gripen é uma solução boa para os dois países e falou sobre a qualidade do material antiaéreo sueco. “Além da área do Gripen, vocês possuem um material de tecnologia muito importante que é utilizada pelo Exército e Marinha brasileiros, que é a artilharia antiaérea Bofor. No Brasil, nós ainda empregamos em canhões automáticos e que tem origem sueca. Espero que nas futuras reuniões de Estado-Maior possamos verificar algum estudo nesse sentido”, salientou o chefe do EMCFA destacando estar seguro de que os dois países ainda terão muitas outras “oportunidades de cooperação”.

Fonte:

Ministério da Defesa

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