Defesa e Segurança
FAB leva vacinas a comunidades isoladas do Acre
Assistência
Cerca de sete mil indígenas que vivem em 39 comunidades isoladas do Acre devem ser imunizados pela Operação Gota até 12 novembro. A ação é desenvolvida pelo Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Defesa para promover campanhas de vacinação em áreas de difícil acesso, por meio de termo de cooperação técnica.
A Força Aérea Brasileira emprega dois helicópteros H-60 Black Hawk e uma aeronave SC-105 Amazonas no transporte das equipes multidisciplinares e das vacinas.
O objetivo é oferecer às populações residentes em locais de difícil acesso as vacinas do calendário básico de vacinação nacional e do calendário básico de vacinação indígena (que incluiu as vacinas contra varicela e hepatite A). A meta visa ao controle e à manutenção da eliminação ou erradicação de doenças imunopreveníveis no território brasileiro, como difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, hepatite B, febre amarela, entre outras. Também integram as vacinas Influenza e HPV.
A meta é reduzir a mortalidade materna e infantil. “Se a criança tiver acesso à vacina, pode-se evitar uma infecção respiratória grave, pneumonia, por exemplo”, afirma a Diretora de Atenção à Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Daniele Cavalcanti.
A primeira etapa termina nesta sexta-feira (29) atendendo a comunidades dos Distritos Sanitários Indígenas Especiais (Dsei) do Vale do Rio Javari e do Alto Rio Juruá. O Vale do Javari fica na fronteira do Brasil com o Peru, entre as cidades de Tabatinga (AM) e Cruzeiro do Sul (AC).
De acordo com Cavalcanti, os três distritos foram selecionados por serem áreas de difícil acesso. Normalmente, são de 12 a 36 horas de barco a partir dos centros regionais para chegar a esses locais. “O imunobiológico resiste por no máximo 8 horas para chegar na temperatura correta”, explica. Nesta época de seca, com alguns cursos d’água sem condições de navegabilidade, o uso de helicópteros é fundamental para atender a região.
Tradutores da Funai fazem a interface entre os enfermeiros e os indígenas nos locais onde não se fala ou compreende o português, como na comunidade Apiwtxa II, que fica a cerca de 160 km ao sul de Cruzeiro do Sul, e concentra índios da etnia Ashaninka.
Fonte: FAB
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