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Defesa e Segurança

Barreira do Inferno fará rastreamento remoto de veículos espaciais

Tecnologia espacial

Rastreamento é feito por meio de uma antena de telemedidas que remete os dados para a estação brasileira; processo é fundamental para manter a segurança de voo do foguete
publicado: 19/02/2016 11h39 última modificação: 26/02/2016 16h50

A Estação Natal, localizada no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), realizará em março o segundo dos oito rastreamentos remotos previstos para este ano dos veículos espaciais Ariane, Soyuz e Vega. Eles serão lançados a partir de Kourou, na Guiana Francesa, a 2,3 mil quilômetros em linha reta da capital do Rio Grande do Norte.

O rastreamento é feito por meio de uma antena de telemedidas que remete os dados (como trajetória, temperatura e pressão, dentre outros) para a estação brasileira. Esta, por sua vez, recebe as informações  que são transformadas em pacotes de dados  e as envia em tempo real para a Guiana Francesa. O processo é fundamental para manter a segurança de voo do foguete, além do monitoramento de todo trajeto do veículo.

O rastreamento remoto dos foguetes é resultado de um acordo internacional entre o governo brasileiro e a Agência Espacial Europeia (ESA).

Em janeiro, as antenas brasileiras acompanharam os dados do veículo Ariane (VA228), que levou ao espaço o Satélite Intelsat 29E, construído pela Boeing, que vai prover links de dados de alta capacidade para clientes comerciais e governamentais das Américas.

“A função do CLBI é fazer com que esse rastreamento colabore com os voos dos foguetes e, caso ocorra algum incidente, todas as informações serão de suma importância para relatar qualquer ocorrido”, conta Maria Goretti Dantas, engenheira responsável pela interface entre o CLBI e o Centro Espacial Guianês.

O primeiro acordo assinado entre o governo brasileiro e a Agência Espacial Europeia (ESA) foi em 1977. A renovação, efetuada em 1994, está vigente até 2019. O acordo prevê estabelecimento e utilização de meios de rastreamento de telemedidas situados em território brasileiro.

Anualmente, o Brasil recebe aproximadamente 900 mil euros pela utilização. O valor é direcionado aos cofres públicos e não ao CLBI.

A unidade da Força Aérea Brasileira (FAB), localizada em Parnamirim (RN), serviu como base de lançamento de aproximadamente três mil foguetes e rastreamento de cerca de 200 veículos espaciais lançados a partir da Guiana Francesa, entre eles os foguetes Ariane, Soyuz e Vega.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Defesa

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