Você está aqui: Página Inicial > Defesa e Segurança > 2017 > 09 > Força Aérea Brasileira resgata 14 pessoas em ilha atingida por furacão

Defesa e Segurança

Força Aérea Brasileira resgata 14 pessoas em ilha atingida por furacão

Furacão Irma

Aeronave VC-2 chegou em Brasília na madrugada desta quarta com sete brasileiros, quatro holandeses, dois venezuelanos e um americano
por Portal Brasil publicado: 13/09/2017 10h31 última modificação: 13/10/2017 18h56
Sargento Johnson Barros/FAB Avião presidencial VC-2 pousou em Brasília por volta de 1h30min desta quarta-feira (13)

Avião presidencial VC-2 pousou em Brasília por volta de 1h30min desta quarta-feira (13)

Força Aérea Brasileira (FAB) resgatou, nessa terça-feira (12), 14 pessoas na ilha de Saint Martin, no Caribe, que ficou destruída após a passagem do furacão Irma. O avião presidencial VC-2 (Embraer 190) chegou a Brasília (DF) na madrugada desta quarta (13) com sete brasileiros, quatro holandeses, dois venezuelanos e um norte-americano.

O paulista Ricardo Passarelli, um dos brasileiros resgatados, morava há mais de um ano na ilha de 95 mil habitantes e afirmou que o território foi 95% destruído pelo furacão. Apenas aeronaves militares podiam descer no aeroporto da ilha, explica Passarelli, e que as pessoas aguardavam os voos em tendas, já que o saguão também foi inteiramente danificado. “Eu estava em um quarto de hotel equipado com um bunker [abrigo] subterrâneo e, mesmo assim, entrou água até as canelas. O teto da casa em que eu morava não existe mais. Onde o furacão passou, derrubou tudo”, lembra.

Habitante da ilha há nove meses, o paranaense Helton Laufer tinha acesso à comunicação após o desastre e fez o intermédio entre os que precisavam de ajuda e o Itamaraty, que mapeou as necessidades e acionou as estruturas do governo para a missão de resgate.

Segundo Laufer, muitos optaram por não evacuar a ilha porque não acreditavam que o furacão seria tão intenso, mesmo com os alertas das autoridades locais. "O brasileiro não tem experiência com esses fenômenos. Pensamos que se todos estavam ficando na ilha, poderíamos ficar também. Se soubéssemos quão forte seria, teríamos ido embora antes. [...] Quando a Força Aérea chegou, foi um grande alívio", resumiu. 

Tenente-Coronel Gregore Denicoló, comandante da aeronave que efetuou o resgate, explica que o fenômeno danificou a estrutura aeroportuária da ilha: com a falta de eletricidade no local, eles não puderam contar com os órgãos de controle de tráfego e a coordenação era feita por militares dos Estados Unidos.

"Após o pouso foi que realmente tivemos contato com a realidade da ilha. Conseguimos visualizar aviões de ponta cabeça, a área em torno do aeroporto completamente destruída”, conta. Mesmo com os desafios impostos pelo Irma, os militares da FAB efetuaram a missão com segurança. “Resgatamos todo mundo, não deixamos ninguém para trás. Isso foi muito gratificante para a tripulação: ter conseguido ajudar. Com certeza isso fez a diferença para eles”, completa o Tenente-Coronel.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Força Aérea Brasileira

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil