Economia e Emprego
Brasil lidera recuperação da crise na América Latina
Pela segunda vez consecutiva, o Brasil apresentou o melhor resultado entre os 11 países acompanhados na Sondagem Econômica da América Latina. A economia da região manteve a trajetória de recuperação após a crise financeira internacional, segundo o estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com o alemão Institute for Economic Research at the University of Munich (IFO). O Índice de Clima Econômico (ICE) da região subiu de 5,2 para 5,6 pontos entre outubro de 2009 e janeiro de 2010.
De acordo com o levantamento, para o conjunto de países da região, o ritmo de recuperação acompanha o da economia mundial, passado o período crítico da crise. O resultado ascendente foi puxado principalmente pela melhora das avaliações sobre a situação presente da economia.
Numa escala que varia de 1 a 9 pontos, o Índice de Situação Atual (ISA) passou de 3,3 para 4,0 pontos. Embora o avanço tenha sido considerado “expressivo”, a economia da região ainda não voltou à situação anterior à crise. Em junho de 2008, o ISA havia alcançado 5,7 pontos. O Índice de Expectativas (IE) manteve o patamar observado no trimestre anterior, passando de 7,0 para 7,1 pontos.
Na análise por países que compõem a região, o documento destaca que, além do Brasil, cujo ICE atingiu 7,8 pontos, quatro nações estão em fase de expansão econômica. Chile (7,4), Peru (7,3), Uruguai (7,0) e Argentina (5,3). O grupo formado por Bolívia, Colômbia, Equador, México e Paraguai está em fase de recuperação. A Venezuela (3,0) é o único país que permanece em recessão.
O Brasil também liderou o ranking das avaliações sobre a situação atual, tendo sido o único país com ISA superior a 7,0 pontos (7,7). Em seguida, aparecem Uruguai (6,3) e Chile (6,1). A Sondagem Econômica da América Latina é divulgada trimestralmente. Para a pesquisa de janeiro, foram consultados 139 especialistas em 17 países.
Em Questão edição nº 987 – 23/03/2010
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