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Economia e Emprego

Taxa de desemprego é a menor para março em 12 anos

por Portal Brasil publicado: 28/04/2010 19h38 última modificação: 28/07/2014 09h25

A taxa de desemprego subiu de 13%, em fevereiro, para 13,7%, no mês passado, segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), feita em seis regiões metropolitanas. Apesar da alta, foi a menor taxa para meses de março desde 1998. Em março de 2009, a taxa de desemprego foi de 15,1%. 

Entre março de 2009 e 2010 o nível de ocupação do conjunto das regiões pesquisadas pelo Dieese e Fundação Seade, manteve o intenso crescimento verificado em fevereiro em relação ao mesmo mês de 2009. No período em análise, foram criadas 591 mil ocupações, número superior ao da entrada de pessoas no mercado de trabalho (364 mil), resultando na retração do contingente de desempregados em 228 mil pessoas. A taxa de participação passou de 60,7% para 60,8%, no mesmo período.

Na mesma base de comparação, o nível de ocupação cresceu em todas as regiões pesquisadas: Distrito Federal (6,1%), Recife (4,4%), São Paulo (3,8%), Salvador (2,4%), Belo Horizonte (2,3%) e Porto Alegre (2,1%).

De acordo com o Dieese, os desempregados nessas regiões - São Paulo, Salvador, Belo Horizonte,  Distrito Federal, Porto Alegre e Recife – somaram 2,767 milhões. O total de ocupados nas seis regiões investigadas foi estimado em 17, 423 milhões.
 
Nessas regiões, o nível ocupacional diminuiu no setor de serviços (115 mil ocupações a menos ou redução de 1,2%), no comércio (-55 mil, ou -1,9%) e no agregado outros setores (-19 mil ou -1,3%). Houve crescimento na indústria (31 mil, ou 1,2%) e na construção civil (21 mil ou 1,9%). 

Em termos setoriais, no conjunto das regiões pesquisadas, o nível de ocupação aumentou nos serviços (256 mil postos de trabalho, 2,8%), comércio (146 mil, 5,5%), construção civil (115 mil, 11,6%) e indústria (112 mil, 4,4%), diminuindo apenas no agregado outros setores (38 mil, 2,6%).

Por posição na ocupação, o aumento do assalariamento total (5,7%) refletiu o crescimento do emprego nos setores privado (6,3%). O desempenho positivo do emprego no segmento privado se deu baseado na elevação do número de empregados com carteira de trabalho assinada (8,4%), que mais que compensou a retração daqueles sem carteira (3,0%).
 
Segundo o Dieese, houve redução do emprego público (0,4%) e da estabilidade do emprego privado. 
 
No emprego privado, houve ligeiro acréscimo no número de assalariados com carteira de trabalho assinada (0,5%) e redução no contingente sem carteira (2,7%). Também se retraíram os números de autônomos (2,5%) e de empregados domésticos (2,6%). 
 
Em fevereiro, no conjunto das regiões pesquisadas, o rendimento médio real dos ocupados praticamente não variou (-0,1%) e o dos assalariados reduziu-se em 0,7%. Os valores monetários foram estimados em R$ 1.274 e R$ 1.340, respectivamente.

Fonte:
Agência Brasil
Dieese

 

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