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Economia e Emprego

Produção industrial cai 0,7% em abril

por Portal Brasil publicado: 01/06/2010 19h32 última modificação: 28/07/2014 09h22

A produção industrial de abril de 2010 caiu 0,7% em comparação com o mês de março, depois de acumular crescimento de 6,4% nos últimos quatro meses. Em relação a abril de 2009, a indústria cresceu 17,4%, marcando a quinta taxa consecutiva de dois dígitos na comparação. Nos primeiros quatro meses do ano, o indicador acumulou 18%, enquanto nos últimos doze meses subiu para 2,3%, o primeiro índice positivo desde janeiro de 2009.

O resultado negativo da atividade industrial foi influenciado pela queda de doze setores, crescimento nulo de um e quatorze áreas em expansão. Entre os setores que tiveram recuo estão bebidas (-11,0%), celulose e papel (-6,1%), outros produtos químicos (-3,5%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (-11,3%) e veículos automotores (-1,7%). No mês anterior, os mesmo setores registraram crescimento.

Entre as áreas que cresceram estão o refino de petróleo e produção de álcool (12,8%), recuperando a queda de 9,1% em março, que havia sido influenciada pelas paralisações ocorridas em unidades produtivas do setor. Também registraram alta os índices do ramo de alimentos (1,5%), outros equipamentos de transporte (4,9%), indústrias extrativas (1,9%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (4,1%) e metalurgia básica (1,7%).

Ainda na comparação com março, nos índices por categorias de uso, somente bens de consumo semi e não duráveis (-0,8%) assinalaram resultado negativo, interrompendo quatro meses de crescimento, período em que acumulou ganho de 5,5%. As demais categorias de uso registraram índices positivos, com destaque para o avanço de 2,4% de bens de capital, a 13ª taxa positiva consecutiva nesse tipo de confronto.

Mesmo com o resultado negativo na passagem de março para abril, o indicador de média móvel trimestral permaneceu positivo pelo 14º mês, com o trimestre encerrado em abril superando em 1,4% o nível de março. Por categorias de uso, todos os segmentos apontaram taxas positivas, com destaque para bens de capital, que mostrou a maior aceleração entre março e abril (2,6%), vindo a seguir bens de consumo semi e não duráveis (0,7%), bens intermediários (0,5%) e bens de consumo duráveis (0,5%).

Em relação ao mesmo período de 2009, o índice de abril foi sustentado pelo crescimento em 25 das 27 atividades e 73% dos produtos pesquisados. As duas atividades que mostraram queda na produção foram fumo (-19,6%) e outros equipamentos de transporte (-2,1%), pressionados pela menor fabricação de fumo processado, no primeiro ramo, e aviões no segundo.

A expansão de 18% no indicador acumulado dos quatro primeiros meses do ano também teve perfil generalizado de crescimento, atingindo 25 setores, quatro categorias de uso, 65 dos 76 subsetores industriais e 76% dos produtos investigados. A liderança foi dos veículos automotores (36,4%), seguido por máquinas e equipamentos (43,5%), metalurgia básica (34,1%), outros produtos químicos (24,7%), produtos de metal (39,9%) e indústrias extrativas (18,5%). Por outro lado, os ramos de outros equipamentos de transporte (-9,1%) e de fumo (-12,2%) exerceram as duas únicas pressões negativas sobre a média global.

Em síntese, os resultados de abril mostram que, mesmo após a queda, a trajetória da produção industrial permanece em expansão segundo o índice de média móvel trimestral, que cresceu 1,4% neste mês, apoiado nos avanços de todas as categorias de uso, especialmente, bens de capital (2,6%).

Fonte:
IBGE

 

 

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