Economia e Emprego
Fusão entre Sadia e Perdigão deve ser aprovada com restrições
A fusão entre as empresas Perdigão e Sadia - a Brasil Foods - foi recomendada com restrições pela Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda. Segundo parecer do órgão, a operação deve ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 60 dias.
De acordo com o documento divulgado nesta semana, dos 21 mercados relevantes de atuação das empresas, há participação superior a 20% em 15 deles, sendo 12 de congelados e três de insumos. Esse percentual, na avaliação do secretário Antonio Henrique da Silveira, pode influenciar na definição dos preços e prejudicar o consumidor. Ele acredita que a concorrência em geral traz ganhos para o consumidor, que pode ser prejudicado com a fusão, caso não haja restrições.
O parecer sugere duas alternativas ao Cade. A primeira é o licenciamento por, no mínimo cinco anos, das marcas Sadia ou Perdigão, acompanhado da venda de ativos correspondentes à participação de mercado detida pela marca objeto do licenciamento. A segunda possibilidade seria a venda de algumas marcas da Brasil Foods, como a Batavo, Rezende, Confiança, Wilson e Escolha Saudável, ou ainda a venda dos ativos das marcas Doriana, Claybon e Delicata que foram adquiridas da Unilever pela Perdigão.
Anunciada em maio do ano passado, o processo da fusão ficou sob analise da Seae por 384 dias, sendo concluído na última quarta-feira (29). Agora o parecer segue para a Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça que tem até 30 dias para analisar o processo antes que o ato seja apreciado pelo Cade. O prazo do Cade é de 60 dias, mas as datas podem ser suspensas caso haja pedido de informações adicionais.
Fonte:
Ministério da Fazenda
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