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Economia e Emprego

BNDES avalia situação da indústria naval no Brasil

por Portal Brasil publicado: 11/08/2010 11h17 última modificação: 28/07/2014 09h26

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está realizando um estudo para  identificar o tamanho real da indústria naval no Brasil. Segundo o gerente do Departamento de Gás e Petróleo e Cadeia Produtiva do BNDES, Luiz Marcelo Martins Almeida, a  instituição quer evitar que se repita o desastre registrado nas décadas de 70 e 80, quando a indústria naval chegou a contratar 40 mil empregados que, de uma hora para outra, foram reduzidos a zero.

 

Almeida representa o BNDES na 7ª Feira e Conferência da Indústria Naval e Offshore (Navalshore), que começa nesta quarta-feira (11), no Rio.

 

Até julho deste ano,  haviam sido desembolsados pelo banco, para o setor naval, R$ 517 milhões, com recursos do Fundo de Marinha Mercante. A expectativa, entretanto, é de que o valor liberado até dezembro atinja R$ 1,8 bilhão.

 

Nos anos 70, o Brasil chegou a ser o segundo maior fabricante de navios, depois do Japão. Hoje, a Coreia assumiu a liderança mundial. “O que nos preocupa é que a gente vê muitos anúncios de estaleiros em todos os lugares do País. Na verdade, o que a gente quer saber é o número correto, para que essa indústria seja sustentável a longo prazo”.

 

O banco pretende evitar que a indústria naval, que emprega hoje cerca de 50 mil pessoas diretamente, venha a quebrar de novo. A previsão é de que o número de empregos diretos no setor chegue a 70 mil nos próximos três anos.

 

Segundo Luiz Marcelo Almeida, a produção de petróleo poderá ter efeitos sobre a construção naval. As projeções indicam que a produção, hoje em torno de 2 milhões de barris/dia, chegará em 2020 a 4 milhões de barris.

 

Se até lá ocorrer uma demanda muito menor, haverá excesso de capacidade no Brasil “e os próprios estaleiros, que vão ficar com menos encomendas e capacidade ociosa, vão começar a competir por um mercado de poucas encomendas”. O resultado, avaliou, será uma concorrência predatória, com redução de preços e margens. “E os estaleiros vão começar a quebrar”.

 

Desafios no setor

Para Almeida, o Brasil, nos próximos dez anos, pode aproveitar muitas oportunidades, mas para isso, o setor naval precisa avançar em termos de tecnologia de processos, engenharia de projetos e produção. Segundo ele, é preciso ter melhores práticas de construção naval, mais econômicas, com tecnologias mais avançadas, além de parques fabris mais modernos e maiores.

 

“Enquanto um estaleiro de grande porte da Coreia, líder mundial, faz 100 navios por ano, o Brasil inteiro faz cerca de 20% desse número. Então, a gente precisa de grandes estaleiros, tecnologia avançada, investimento em engenharia de projetos, engenharia de navios. A gente acha que é importante o Brasil ter domínio sobre essa tecnologia”. A formação de mão de obra especializada também merece destaque.

 

O representante do BNDES reiterou que o ideal é que o Brasil não tenha excesso de capacidade. “Eu acho que o Brasil tem espaço para novos estaleiros e modernizações, mas tudo deve ser muito bem calculado  e pensado”.

 


Fonte:
Agência Brasil

 

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